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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

O que vem aí após EUA registrarem a maior inflação em quase 40 anos

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Felipe Bevilacqua

13/01/2022 09h35

Esta é a versão online para a edição desta quinta-feira (13/1) da newsletter Por Dentro da Bolsa. Para assinar esse e outros boletins e recebê-los diretamente no seu email, cadastre-se aqui.

Os mercados internacionais oscilam nesta quinta-feira (13), com viés predominantemente negativo após o Departamento do Trabalho ter divulgado que a inflação ao consumidor nos Estados Unidos subiu 0,5% em dezembro, encerrando 2021 com alta acumulada de 7%, a maior em 39 anos, desde 1982.

O dado veio ligeiramente acima das projeções, que indicavam uma inflação de 0,4% no último mês do ano passado. Mesmo sinalizando uma desaceleração com relação a novembro, quando o indicador registrou alta de 0,8%, a inflação mais alta do que o esperado reforça o tom mais duro adotado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que deve priorizar o combate à alta dos preços ao longo deste ano.

Com a mudança de postura do Fed, cresce a expectativa pela alta dos juros nos Estados Unidos, movimento que pode ter início ainda em março deste ano, de acordo com as projeções de grandes bancos e casas de análise estrangeiros. A alta dos juros na maior economia do planeta tende a favorecer o investimento em ativos norte-americanos de renda fixa, como títulos públicos, além de tornar o investimento nas Bolsas de Valores de mercados emergentes, como o Brasil, menos atrativo para os estrangeiros.

Nesta quarta-feira, investidores monitoram a divulgação da variação da inflação ao produtor nos Estados Unidos em dezembro, além do número de pedidos de seguro-desemprego na última semana.

Na Europa, as Bolsas de Valores oscilam próximas da estabilidade, repercutindo a divulgação do relatório mensal do Banco Central Europeu (BCE) e notícias sobre a variante ômicron do coronavírus.

Na Ásia, os mercados foram prejudicados pela perspectiva de alta dos juros e cortes de estímulos nos Estados Unidos, e a maioria das Bolsas fechou em queda. Para hoje, é aguardado o resultado da balança comercial da China em dezembro.

E por aqui, o que esperar?

Por aqui, os mercados devem seguir novamente o tom do exterior, com investidores atentos ainda ao noticiário político e aos preços das commodities no mercado internacional. Também merece atenção a paralisação das operações de mineradoras no estado de Minas Gerais em decorrência das fortes chuvas na região.

No 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Economia Investimentos): informações sobre a nova aquisição da rede Mater Dei e a prévia operacional da XP

Um abraço,

Felipe Bevilacqua

Analista de Investimentos de Levante
CNPI - Analista certificado pela Apimec
Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima
Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM

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Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL