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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Preços do petróleo seguem em alta, com maior procura pela matéria-prima

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Felipe Bevilacqua

19/01/2022 09h39

Esta é a versão online para a edição desta quarta-feira (19/1) da newsletter Por Dentro da Bolsa. Para assinar esse e outros boletins e recebê-los diretamente no seu email, cadastre-se aqui.

As Bolsas de Valores dos Estados Unidos tentam se recuperar das perdas da véspera na sessão desta quarta-feira (19), mas esbarram na perspectiva de aceleração do tapering - processo de redução do volume de compras de títulos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) - e na possibilidade de antecipação do início da alta dos juros no país.

Essa conjuntura abre caminho para a alta dos juros dos títulos públicos norte-americanos, conhecidos como Treasuries, movimento que torna a renda fixa mais atrativa e prejudica as ações de empresas de crescimento, ou seja, aquelas que ainda não apresentam resultados robustos e têm seu valor de mercado atrelado ao seu potencial de crescimento.

Na Europa, as Bolsas de Valores oscilam, repercutindo dados da inflação em algumas das principais economias do continente. No Reino Unido, a inflação ao consumidor avançou 0,5% em dezembro, superando as expectativas e reforçando a postura mais dura do Bank of England (BoE, o banco central inglês). Na Alemanha, os preços também subiram 0,5% em dezembro, porém a alta já era esperada.

Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda, acompanhando o tom negativo dos mercados de Nova York. Os investidores asiáticos aguardam a divulgação do resultado da balança comercial japonesa em dezembro, prevista para as 20h50 (horário de Brasília) desta quarta-feira.

E por aqui, o que esperar?

Por aqui, diante da agenda de indicadores econômicos esvaziada, o Ibovespa deve ser influenciado pelos mercados internacionais e pela variação dos preços das commodities.

Os preços do petróleo seguem em alta, em meio à diminuição dos estoques dos países membros da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), acompanhada pela expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) não conseguirá aumentar a oferta em quantidade suficiente para suprir a demanda.

O banco Goldman Sachs projeta que o preço do barril de petróleo Brent, atualmente na faixa de US$ 88, deve chegar a US$ 100 no terceiro trimestre deste ano.

Outro tema que merece atenção é a baixa adesão à greve dos servidores públicos federais que reivindicam reajustes salariais. De acordo com lideranças sindicais, as manifestações reuniram entre 500 e 600 pessoas, entre funcionários da Receita Federal, da Controladoria Geral da União, do Legislativo, do Banco Central, do Poder Judiciário, entre outros.

Representantes dos servidores desejam um reajuste da ordem de 28%, correspondente à inflação acumulada nos últimos cinco anos. Entretanto, estimativas indicam que a cada 1% de aumento na folha de pagamento, seria gerada uma despesa adicional de cerca de R$ 3 bilhões a União.

De acordo com estimativas, a cada 1% de aumento na folha de pagamento, seria gerada uma despesa adicional de cerca de R$ 3 bilhões a União.

No 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Economia Investimentos): informações sobre a produção da Petrobras no pré-sal e a compra da Activision Blizzard pela Microsoft.

Um abraço,

Felipe Bevilacqua

Analista de Investimentos de Levante
CNPI - Analista certificado pela Apimec
Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima
Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM

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Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.