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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Saiba o que deve impactar o mercado no Brasil e no exterior nesta semana

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Imagem: iStock

Felipe Bevilacqua

24/01/2022 09h35

Esta é a versão online para a edição desta segunda-feira (24/1) da newsletter Por Dentro da Bolsa. Para assinar esse e outros boletins e recebê-los diretamente no seu email, cadastre-se aqui.

As Bolsas de Valores dos Estados Unidos oscilam nesta segunda-feira (24), com investidores ansiosos pela reunião do Federal Open Market Committe (Fomc, o comitê de política monetária dos EUA) que ocorre entre amanhã e quarta-feira.

A expectativa é de que ainda não seja anunciada uma alta dos juros na reunião desta semana, mas o mercado espera sinalizações sobre a trajetória dos juros ao longo do ano, atento ainda à possibilidade de encerramento do programa de compra de títulos conduzido pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em março.

Na última semana, a despeito dos bons resultados referentes ao quarto trimestre reportados pela maioria das empresas até o momento, os principais índices norte-americanos de ações acumularam perdas significativas, com destaque para o índice da Nasdaq, Bolsa de Valores conhecida por abrigar empresas do setor de tecnologia, as mais prejudicadas pela perspectiva de alta dos juros na maior economia do planeta.

Ao longo desta semana, são aguardados os resultados trimestrais das gigantes Apple (Nasdaq: AAPL), Microsoft (Nasdaq: MSFT) e a montadora de veículos elétricos Tesla (Nasdaq: TSLA).

Na Europa, o mercado repercute as falas de lideranças dos principais bancos centrais do continente no Fórum Econômico Mundial de Davos. Autoridades do Banco Central Europeu (BCE), do Bank of England (BoE, o banco central do Reino Unido) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) reforçaram que a alta de preços pode ser mais intensa e mais duradoura do que o projetado inicialmente, sinalizando que medidas mais duras podem ser necessárias para conter a inflação na região.

Somam-se a isso os resultados mais fracos do que o esperado do Índice dos Gerentes de Compras (PMI) composto, que engloba os setores industrial e de serviços, na zona do euro e no Reino Unido em janeiro. O recuo do indicador revela uma desaceleração na retomada da atividade econômica na região.

O mercado europeu segue atento também à possibilidade de invasão russa na Ucrânia, após o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, afirmar à imprensa que os Estados Unidos não estão convencidos de que a Rússia não planeja uma invasão ao país vizinho. A declaração veio após uma reunião entre Blinken e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, na sexta-feira.

Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única, na expectativa pela reunião do Fomc nos EUA.

E por aqui, o que esperar?

Por aqui, vimos a Bolsa perder o fôlego na sexta-feira, com o Ibovespa, o principal índice de ações da B3, fechando em queda de 0,15%, aos 108.942 pontos.

Os investidores seguem monitorando os preços das commodities, que impulsionaram as altas do Ibovespa ao longo da última semana, mas a preocupação com a situação fiscal do país e com o desempenho ruim das Bolsas de Valores internacionais pode limitar o desempenho dos mercados brasileiros nos próximos dias.

O mercado avalia a proposta do governo federal que consiste em zerar as alíquotas dos tributos federais sobre gasolina, diesel e etanol na tentativa de conter a alta dos preços. A medida pode resultar em uma perda de arrecadação da ordem de R$ 57 bilhões, e pode representar uma infração da Lei de Responsabilidade Fiscal, uma vez que não indica nenhuma forma de compensar a receita perdida.

No 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Economia Investimentos): informações sobre o processo de privatização da Eletrobras e os resultados da Netflix no quarto trimestre de 2021.

Um abraço,

Felipe Bevilacqua

Analista de Investimentos de Levante
CNPI - Analista certificado pela Apimec
Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima
Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM

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Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.