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Começa nos EUA reunião que dará sinalizações importantes para o mercado

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Felipe Bevilacqua

25/01/2022 09h30

Esta é a versão online para a edição desta terça-feira (25/1) da newsletter Por Dentro da Bolsa. Para assinar esse e outros boletins e recebê-los diretamente no seu email, cadastre-se aqui.

As Bolsas dos Estados Unidos recuam nesta terça-feira (25), primeiro dia da reunião do Federal Open Market Committe (Fomc, o comitê de política monetária dos EUA) deste mês, que deve trazer mais informações sobre a trajetória dos juros e sobre a retirada de estímulos na maior economia do planeta.

Apesar da percepção de que o início da alta dos juros não deve ser anunciado já nesta reunião, os investidores esperam alguma sinalização sobre o possível encerramento do tapering —processo de redução de compras de títulos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA)— em março.

Com o fim do tapering, a expectativa é de que a alta dos juros tenha início logo em seguida.

Na Europa, as Bolsas operam majoritariamente em alta, apesar do receio com a possibilidade de invasão russa na Ucrânia. Embora o presidente russo, Vladimir Putin, negue que seu país esteja planejando um ataque ao vizinho, o presidente norte-americano Joe Biden deve definir junto a líderes europeus qual será a reação dos Estados Unidos caso a Ucrânia seja invadida.

Na Ásia, os mercados fecharam com fortes quedas, refletindo a postura cautelosa dos investidores antes da reunião do Fomc.

E por aqui, o que esperar?

Por aqui, vimos o Ibovespa fechar em queda na segunda-feira (24), derrubado principalmente pela queda dos preços das commodities no mercado internacional e pela delicada situação fiscal do país.

Investidores repercutem a sanção, pelo presidente Jair Bolsonaro, do Orçamento de 2022, que prevê despesas da ordem de R$ 4,73 trilhões, além de um déficit primário —resultado negativo das contas públicas sem levar em consideração os juros da dívida— de R$ 79,3 bilhões. O montante total destinado ao programa social Auxílio Brasil, que esteve no centro das discussões políticas ao longo de 2021, será de R$ 89,1 bilhões.

O Orçamento sancionado também gerou controvérsia por reservar R$ 1,7 bilhão para reajustes a servidores públicos federais, sem especificar as categorias contempladas. O valor seria insuficiente para conceder os reajustes almejados por todas as categorias que têm se manifestado nos últimos dias, e reafirma a intenção do presidente de atender apenas às demandas dos policiais federais.

No 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Economia Investimentos): informações sobre o processo aberto contra a PetroRio e os esforços para a descarbonização do portfólio da Engie.

Um abraço,

Felipe Bevilacqua

Analista de Investimentos de Levante
CNPI - Analista certificado pela Apimec
Gestor CGA - Gestor de Fundos certificado pela Anbima
Administrador de Recursos e Gestor autorizado pela CVM

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Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.