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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

BC dá sinais ambíguos, mas há indícios de que interromperá alta dos juros

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Rafael Bevilacqua

23/03/2022 09h10

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Na terça-feira (22), foi divulgada a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que trouxe sinais ambíguos quanto à trajetória dos juros no Brasil, mas deu indícios de que o atual ciclo de alta deve estar próximo do fim.

No documento, o Copom reafirma a intenção de elevar a Selic - a taxa básica de juros - em 1 ponto percentual na próxima reunião, que ocorre entre os dias 3 e 4 de maio, para 12,75% ao ano. Esse patamar pode ser suficiente para entregar uma inflação dentro da meta em 2023, mas o Copom se mostrou propenso a ampliar o ciclo de alta caso o cenário macroeconômico traga surpresas negativas.

Tais surpresas negativas estão diretamente ligadas aos efeitos colaterais da guerra na Ucrânia e o consequente processo de isolamento econômico da Rússia, uma vez que o gigante eurasiático é um dos principais exportadores de petróleo e gás natural do planeta, dois insumos fundamentais para as cadeias produtivas globais.

Diante da possibilidade de que novas sanções sejam aplicadas ao setor de óleo e gás da Rússia, os preços do barril de petróleo têm se valorizado vertiginosamente nas últimas semanas, pressionando a alta da inflação global. Neste contexto, ganham força as apostas em mais uma elevação da Selic após a próxima reunião, podendo levar a taxa ao patamar entre 13,25% e 13,75% ao ano.

E como isso afeta os seus investimentos?

Apesar de todos os sinais apontarem que o fim do ciclo de alta dos juros está próximo, isso não quer dizer que a Selic iniciará um movimento de queda logo em seguida.

Para ela surtir o efeito esperado, o Banco Central (BC) deverá manter os juros em alta por um período considerável, dando início aos cortes na Selic apenas em 2023, mas de forma lenta e gradual.

Assim, ativos de renda fixa indexados à Selic e ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) - taxa de referência para operações de empréstimo entre instituições financeiras - devem oferecer uma rentabilidade atrativa no curto prazo, devido à discrepância entre os juros e a inflação projetada para os próximos anos.

Leia no 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Investimentos): informações sobre os resultados da JBS referentes ao quarto trimestre de 2021.

Um abraço,

Rafael Bevilacqua
Estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante

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Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.