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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Cotação do petróleo volta a subir, com alívio em lockdowns na China

Rafael Bevilacqua

30/05/2022 09h44

Esta é a versão online da edição de hoje da newsletter Por Dentro da Bolsa, que fala sobre o aumento nas cotações do petróleo, com o alívio em lockdowns na China, e traz mais destaques de Investimentos. Para receber esse e outros boletins diretamente no seu email, cadastre-se. Os assinantes UOL ainda têm direito a mais duas newsletters exclusivas sobre investimentos.

O preço do barril de petróleo voltou a subir, repercutindo as notícias acerca da flexibilização das medidas de isolamento social na China, bem como a expectativa pela última reunião da União Europeia para discutir a proibição das importações de petróleo da Rússia.

Na China, as restrições impostas em virtude da pandemia de covid-19 foram flexibilizadas durante o fim de semana nas cidades de Pequim e Xangai. Os lockdowns adotados na China têm contribuído para a desaceleração da atividade econômica no país, reduzindo a demanda por insumos como os combustíveis.

Com a retomada da atividade no país mais populoso do mundo, a demanda por petróleo deve crescer significativamente, o que contribui para a alta dos preços da commodity.

Já no Velho Continente, líderes da União Europeia se reúnem nesta segunda-feira (30) para discutir um novo pacote de sanções à Rússia, em retaliação à invasão à Ucrânia.

Já foram impostas sanções a diversos setores da economia russa, mas lideranças europeias têm se mostrado reticentes em impor sanções ao setor de óleo e gás do país. O motivo para isso é a forte dependência das economias europeias do gás natural e do petróleo da Rússia.

Dessa vez, entretanto, parece que as principais lideranças do continente estão dispostas a adotar sanções contra o petróleo russo, e o assunto deve ser debatido no encontro de hoje.

Contudo, tem se observado uma forte resistência à proposta por parte da Hungria e, em menor grau, da República Tcheca e da Eslováquia. Os três países são altamente dependentes do petróleo extraído na Rússia, e temem enfrentar crises de desabastecimento caso as sanções sejam adotadas pelo bloco.

As nações europeias compram cerca de US$ 1 bilhão por dia em petróleo da Rússia, e o dinheiro obtido com a exportação da commodity é fundamental para sustentar a máquina de guerra de Vladimir Putin.

Caso a proposta saia do papel, deve haver uma abrupta redução da oferta de petróleo nos mercados globais, contribuindo para uma nova disparada do preço do produto e de seus derivados.

Nesta segunda-feira, o contrato futuro do barril de petróleo tipo Brent com vencimento em agosto deste ano avançava 0,74%, cotado a US$ 116,41.

Leia no 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes UOL, que possuem acesso integral ao conteúdo de UOL Investimentos): informações sobre o processo de desestatização da Eletrobras.

Rafael Bevilacqua
Estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante

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Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.