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Por que a Bolsa brasileira está caindo? Veja 4 motivos, segundo analista

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08/09/2021 04h00

A Bolsa brasileira não está em seu melhor momento. Até a última sexta-feira (3), o Ibovespa, principal índice da Bolsa por aqui, acumulava queda de 3,10% em apenas uma semana. Neste ano, o índice já acumula perdas de 1,75%. O que está acontecendo com a Bolsa?

O economista Felipe Bevilacqua, analista da Levante Ideias de Investimentos, mostra os motivos que estão fazendo a Bolsa oscilar tanto —principalmente para baixo. Ele ainda compara o desempenho da B3 com as bolsas norte-americanas, que estão registrando recordes positivos. Entenda abaixo o que está fazendo a Bolsa cair.

Cenário estressado no Brasil

"A economia brasileira, de fato, está retomando, porém não podemos negar os acontecimentos do cenário atual", afirma Bevilacqua. Veja os motivos para que o cenário não esteja favorável para a Bolsa.

1. Crise hídrica

"Estamos vivendo a maior crise hídrica dos últimos 93 anos, o que tem preocupado os investidores do setor elétrico e afetado a população brasileira com os acréscimos na conta de luz. Tudo isso em um ambiente já inflacionado, em consequência da injeção de estímulos para conter o avanço da pandemia", afirma o analista

Para ele, a crise hídrica interfere no preço dos ativos no curto prazo.

2. Crise política

"Não podemos deixar de fora algumas questões políticas, que têm ganhado espaço no noticiário nos últimos dias", afirma.

"O que eu já trouxe diversas vezes por aqui é a importância de compreender o racional por trás de todos os movimentos do mercado. A relevância de aprender a separar o que é ruído do que é, de fato, estrutural", diz o analista.

3. Taxa de juros

Historicamente, a taxa de juros no Brasil sempre foi alta. "O que vimos no ano passado, uma taxa Selic a 2% ao ano, foi inédito, e já era esperado que não se manteria por muito tempo", afirma.

Para o analista, o aumento da taxa de juros foi necessário para impulsionar a economia e evitar "uma grande depressão".

"Mas estímulos monetários, apesar de necessários, apresentam um efeito colateral que é chamado de inflação, e a dose, que, neste caso, é o tempo, muitas vezes, não é de fácil mensuração", diz.

4. Inflação

A inflação brasileira também tem um histórico elevado. Durante a segunda metade do século 20, o Brasil foi o país com maior inflação do mundo. As coisas entraram nos eixos apenas após a implantação do Plano Real, que trouxe a inflação para estabilidade.

"Quero ressaltar que a inflação está alta, e inflação fora da meta não é bom para ninguém, mas está longe de estar fora do controle. Ou seja, estamos longe de uma hiperinflação", afirma Bevilacqua.

Já está no preço

Apesar de importantes, esses acontecimentos já estão precificados —ou seja, já estão sendo considerados pelo mercado.

"Os ativos são precificados de acordo com o que o mercado projeta para as empresas no futuro. É preciso olhar para as companhias e se perguntar: no pior dos cenários, essa empresa vai deixar de existir? Vai diminuir o faturamento? Vai de fato valer menos? Essas quedas significativas fazem sentido?", afirma o analista.

"Mas, muitas vezes, o investidor é irracional, e o medo faz com que a aversão ao risco influencie muito nesse sobe e desce da Bolsa", afirma.

Diversificação é a chave, diz analista

"De fato, a pandemia prejudicou as economias do mundo todo e muitas delas ainda estão sofrendo sérios impactos. Trata-se de uma crise sem precedentes e incomum, pois, geralmente, as crises que países enfrentam são internas e, muitas das vezes, 'isoladas'. Ao diversificar os investimentos em geografia e moeda, você expõe o seu patrimônio a riscos diferentes e, consequentemente, a retornos diferentes também", afirma Bevilacqua.

Investir nas Bolsas norte-americanas pode ser uma boa, segundo o especialista. Elas têm registrado máximas históricas.

Na última quinta-feira (02/09), o S&P 500 —o índice das 500 maiores empresas dos EUA — atingiu seu 54º fechamento em um patamar recorde. No ano, a valorização acumulada do índice é de 22,55%, enquanto o Ibovespa cai.

O ETF brasileiro que replica esse índice, o IVVB11, é recomendado pelo analista.

"É justamente para equilibrar a carteira, diversificando a exposição e surfando do bom cenário das Bolsas norte-americanas, em um momento que o mercado acionário do Brasil sofre com a volatilidade", afirma.

O analista reforça as empresas recomendadas aos assinantes do UOL. Para quem ainda não pegou as recomendações de investimentos, elas estão aqui. O investidor deve considerar que Magalu sai das carteiras e é substituída pela Via —ex-Via Varejo. Além disso, agora, a Raízen entra na lista das indicações.

- Carteira quem não aceita risco algum;

- Carteira para quem tem perfil mais conservador, mas aceita um pouquinho de risco;

- Carteira para quem é mais moderado;

- Carteira para quem aceita mais risco;

- Carteira para quem aceita alto risco.

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Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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