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ANÁLISE

Mais pessoas estão aderindo ao bitcoin; entenda por que isso importa

Veja por que pessoas e empresas com alto poder aquisitivo estão acreditando no potencial do bitcoin - Getty Images
Veja por que pessoas e empresas com alto poder aquisitivo estão acreditando no potencial do bitcoin Imagem: Getty Images

Nicolas Meireles Nogueira

17/05/2023 04h00

Mais de um milhão de carteiras de bitcoin (BTC) contêm pelo menos uma unidade inteira da criptomoeda depositada nelas, segundo dados levantados pela analista Glassnode nesta semana, indicando que os investidores de bitcoin seguem cada vez mais confiantes com o futuro da criptomoeda.

Quer entender por que os entusiastas do bitcoin estão otimistas com o ativo, apesar das quedas recentes? Vem com a gente!

É possível comprar apenas uma fração de bitcoin

Para comprar bitcoin, não é necessário ter o valor total da criptomoeda —que custava cerca de R$ 132 mil na terça-feira (16). Isso porque o ativo é divisível em até 100 milhões de unidades, que são conhecidas como satoshis.

A divisibilidade do bitcoin permite que os usuários negociem em satoshis, ou seja, "pedacinhos" de BTC. Logo, a maioria das carteiras não possui um bitcoin inteiro, já que muitas pessoas não têm condições de investir mais de R$ 100 mil na criptomoeda.

Contudo, pode ser que você tenha uma dúvida importante: como se sabe o que está dentro das carteiras de bitcoin? Simples: a blockchain do bitcoin é pública. Ainda que não seja possível identificar os donos das carteiras, é possível ver todas as movimentações em sites especializados.

Mas o que isso tudo significa para o bitcoin?

O fato de que o número de carteiras com 1 BTC inteiro (ou seja, que valem mais de R$ 130 mil) está aumentando indica que pessoas e empresas com alto poder aquisitivo estão acreditando no potencial da criptomoeda.

Isso é corroborado pela quantidade de bitcoins acumulados a longo prazo —ou seja, das moedas que estão paradas em carteiras há mais de 155 dias. A estatística bateu o recorde histórico em maio, quando se alcançou mais de 14 milhões de BTC acumulados a longo prazo, segundo a Glassnode.

Assim, a confiança dos investidores na criptomoeda vem de diversos fatores, incluindo:

Expectativa de redução dos juros na economia americana nos próximos meses, o que deve incentivar aportes em ativos de renda variável como criptos, ações e fundos de investimento.

Adesão de pessoas que vivem em países emergentes e com alta inflação, já que, ao contrário das moedas tradicionais, o bitcoin é deflacionário: a emissão total é limitada a 21 milhões de unidades, das quais mais de 19,3 milhões (92%) já foram emitidas.

Aderência futuras de governos, como já ocorreu com El Salvador, que adotou oficialmente a criptomoeda em 2021 e está incentivando a sua utilização pelos salvadorenhos.

Portanto, mesmo que o valor da criptomoeda tenha caído de R$ 145 mil para próximo a R$ 130 mil nos últimos dias, a confiança dos investidores continua intacta, principalmente a médio e longo prazo.

Também vale lembrar que o bitcoin acumula valorização de 63% em 2023, o que supera de longe o desempenho dos ativos tradicionais.

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