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Casas Bahia, ex-Via (VIIA3), volta a derreter no Ibovespa, enquanto Magazine Luiza (MGLU3) sobe. O que está acontecendo?

As ações da Via (VIIA3), que agora se chama Grupo Casas Bahia, voltam a despencar nesta segunda-feira (18) no Ibovespa, entre as principais altas do índice. Os papéis continuam sofrendo penalização pelo preço da oferta subsequente de ações da companhia (follow-on), abaixo do esperado pelo mercado. No lado oposto, os papéis de Magazine Luiza (MGLU3) avançam.

No intradia, as ações ordinárias da Via caíam 2,63%, cotadas a R$ 0,74, enquanto os papéis ordinários da Magazine Luiza (MGLU3) avançavam 4,43%, a R$ 2,59, com investidores de olho na fatia de mercado que o Magalu pode conquistar com o recuo da Via. No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,36%, aos 119.194 pontos.

"Os papéis ainda vêm repercutindo o aumento de capital da empresa, que provocou uma diluição muito grande das ações. Com isso, os ativos caíram muito. A empresa já está com o valor de mercado baixíssimo. O valor em si do follow-on não resolve o problema da empresa. O resultado financeiro da companhia no ano passado foi de menos de R$ 2,2 bilhões. Então, captar cerca de R$ 1 bi, até agora, é menos da metade desse valor", disse Leandro Petrokas, diretor de research, mestre em finanças e sócio da Quantzed.

Na última quinta-feira (14), os papéis da Via chegaram a cair mais de 30%, após a precificação de sua oferta de ações, fazendo com que a empresa perdesse cerca de R$ 32 bilhões em valor de mercado desde 2020. Os ativos chegaram a recuar 96% desde a máxima atingida há três anos, quando dispararam em meio ao salto do comércio eletrônico impulsionado pela pandemia.

Em fato relevante divulgado no mesmo dia, a Via precificou sua ação no follow-on em R$ 0,80 por papel, cerca de 27,9% abaixo da sua cotação atual, que é de R$ 1,11, após cair 5,13% na Bolsa de Valores na quarta-feira (13).

Assim, a varejista captou R$ 622,9 milhões, abaixo dos R$ 981 milhões previstos inicialmente.

Do preço por ação de R$ 0,80, o valor de R$ 0,40 será destinado à conta de capital social da companhia, totalizando a quantia de R$ 311,5 milhões em aumento de capital social. Já o valor remanescente de R$ 0,40 mira a formação de reserva de capital, em conta de ágio na subscrição de ações, totalizando a quantia de R$ 311,5 milhões destinada à reserva de capital.

Desta forma, o capital social da companhia foi aumentado para R$ 5,449 bilhões, dividido em 2.377.080.572 ações.

O conselho de administração do Grupo Casas Bahia também aprovou a emissão de até 622.919.426 bônus de subscrição aos subscritores das ações, que foram ofertados e alocados aos subscritores à razão de 4 bônus de subscrição para cada 5 ações subscritas.

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Segundo a companhia, caso a totalidade dos 622.919.426 bônus de subscrição seja emitida e exercida, o montante captado pela companhia por meio da oferta será de R$ 1,121 bilhão.

Grupo Casas Bahia, ex-Via, inicia prazo para desistência de oferta; veja os motivos

Grupo Casas Bahia, o novo nome da Via, anunciou na última quarta-feira (13) o início do prazo para desistência dos investidores que solicitaram o pedido de subscrição prioritária de sua oferta de ações e bônus.

O motivo para a abertura do período de desistência pela Via se deu em razão do rebaixamento do rating de crédito das 1ª, 2ª e 3ª séries da 20ª emissão de CRI pela S&P Global Ratings. Vale destacar que os papéis são lastreados na 8ª emissão de debêntures da companhia.

Segundo a Via, o rebaixamento do rating de crédito em três ou mais níveis aconteceu com as hipóteses de um eventual vencimento antecipado não automático dos seus CRIs e da sua 8ª emissão de debêntures.

Assim, os acionistas da Via com direito de prioridade em relação às ações, e que manifestaram suas intenções de investimento, podem desistir de realizar as ordens desde o dia 13. O prazo de desistência termina às 12h do dia 19 de setembro de 2023.

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A desistência dos acionistas poderá ser informada ao agente de custódia que fez o pedido de subscrição prioritária. Se o investidor da oferta não informar sua decisão de desistência dentro do prazo, a solicitação de subscrição prioritária vai ser considerada como válida pela Via.

Nesse último caso, o investidor deverá pagar o valor total do seu investimento na data de liquidação da oferta, em 19 de setembro. Segundo a Via, os "acionistas de referência informaram a companhia que irão manter os pedidos de subscrição prioritária já apresentados".

Este material foi elaborado exclusivamente pelo Suno Notícias (sem nenhuma participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo nenhum tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco. Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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