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Saraiva (SLED4) confirma encerramento de lojas físicas a partir de segunda-feira (25)

A rede de livrarias Saraiva (SLED4) confirmou em fato relevante divulgado na quinta-feira (21) o encerramento das suas lojas físicas, com a respectiva redução proporcional do quadro de colaboradores, permanecendo a operação, a partir do dia 25 de setembro, exclusivamente via e-commerce.

Ainda de acordo como o texto, a Saraiva informou que recebeu, por questões de foro pessoal, o pedido de renúncia de Marcos Guedes Pereira, membro do conselho de administração da companhia.

Nos últimos anos, a Saraiva vinha enxugando suas unidades. De junho para cá, ao menos 30 foram fechadas e só restavam cinco livrarias físicas: quatro em São Paulo e uma em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul (1).

A demissão em massa de funcionários, realizada na última quarta-feira (20) ocorre às vésperas de uma assembleia para votação de uma mudança societária no negócio, convertendo ações preferenciais (sem voto) em ações ordinárias (com voto).

Na quinta-feira (21), as ações preferenciais da Saraiva fecharam em queda de 9,68%, a R$ 1,40.

De megastores à recuperação judicial: O que aconteceu com a Saraiva?

Saraiva, em concorrência com a Livraria Cultura, cresceu no mercado literário com o modelo de megastores. Em paralelo aos livros, a rede também se dedicou à venda de produtos eletrônicos, o que nas duas últimas décadas do século parecia inevitável.

A Saraiva, que chegou a ser a maior livraria do Brasil, entretanto não vinha conseguindo pagar suas contas corretamente há pelo menos cinco anos, quando entrou em recuperação judicial (RJ). O pedido de RJ informava dívidas de R$ 675 milhões a mais de mil credores.

Durante a pandemia, a venda de produtos e-commerce também não conseguiu atingir o volume esperado, custando à rede encerrar metade do número de livrarias que possuía abertas no início de 2020, no final do mesmo ano.

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Em 2023, os resultados trimestrais da Saraiva apontaram uma receita física de R$ 7,2 milhões, e as vendas pelo site de R$ 128 mil. Com faturamento fraco, assim como o lucro, a e-commerce afundou-se ainda mais em dívidas, que segundo denuncias de funcionários, não estavam sendo pagos corretamente.

Além disso, segundo o Globo, a Saraiva não está pagando adequadamente as verbas rescisórias dos funcionários dispensados.

Este material foi elaborado exclusivamente pelo Suno Notícias (sem nenhuma participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo nenhum tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco. Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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