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Os planos do Magazine Luiza (MGLU3) para 2023 e o que esperar das ações do IRB (IRBR3): veja as mais lidas da semana

17/12/2022 06h00

Magazine Luiza (MGLU3). Foto: DivulgaçãoO assunto que mais chamou atenção dos investidores nesta semana foram as perspectivas para o Magazine Luiza (MGLU3) em 2023. Outro tema que despontou nos últimos dias foram as dúvidas sobre as perspectivas para o IRB Brasil (IRBR3) em 2023. O IRDM11 divulgou em um comunicado que vai distribuir aos seus […]

Magazine Luiza (MGLU3).Foto: Divulgação
Magazine Luiza (MGLU3). Foto: Divulgação

O assunto que mais chamou atenção dos investidores nesta semana foram as perspectivas para o Magazine Luiza (MGLU3) em 2023.

Outro tema que despontou nos últimos dias foram as dúvidas sobre as perspectivas para o IRB Brasil (IRBR3) em 2023.

O IRDM11 divulgou em um comunicado que vai distribuir aos seus cotistas R$ 0,70 por cota em proventos no mês de dezembro.

Os leitores também ficaram de olho na queda de ações da Petrobras (PETR4), após rumores – depois confirmados – de Aloízio Mercadante ser indicado para o comando da petroleira ou do BNDES.

Além disso, para os analistas do BTG Pactual (BPAC11), o Bradesco (BBDC4) e o Santander (SANB11) seriam algumas das empresas mais prejudicadas com um eventual fim do JCP (Juros sobre Capital Próprio).

Veja abaixo o resumo das principais notícias da semana. Acesse os links para ler o texto completo. Bom final de semana!

O que esperar do Magazine Luiza (MGLU3) em 2023? Luiza Trajano adianta planos

Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza (MGLU3), adianta que o foco da varejista em 2023 será na consolidação do marketplace e no cuidado com os vendedores e pequenos empreendedores da plataforma. A executiva não teme as projeções de aumento dos juros e da inflação para o próximo ano, nem uma eventual desaceleração do varejo.

"Estamos trabalhando para consolidar ainda mais o marketplace e dar aos vendedores e pequenos empreendedores condições para sobreviverem bem. Compramos muitas empresas, desde treinamento até logística, e passamos a nossa experiência, tudo que nós temos de sistema, para o pequeno e micro empresário", explica Luiza em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.

As previsões da Organização Mundial do Comércio (OMC) apontam que o varejo mundial deve desacelerar no próximo ano e crescer apenas 1%, sendo que a previsão anterior era de 3,4%.

IRB Brasil (IRBR3): ações da resseguradora devem se recuperar em 2023? Veja perspectivas

Desde a estreia na bolsa de valores, em 2017, as ações do IRB Brasil (IRBR3) já caíram mais de 90%. Apesar da tendência inicial de alta, os ativos registraram forte desvalorização a partir de 2020. Hoje, os papéis da resseguradora valem menos de R$ 1, o que gera dúvidas sobre as perspectivas para o IRB Brasil em 2023.

Ao Suno Notícias, o analista de Research da Warren, Gustavo Pazos, lembra que o IRB Brasil enfrenta uma grande desconfiança por parte do mercado devido ao passado recente.

Sobre as perspectivas para as ações do IRB, o analista de Research da Warren acredita que o IRB Brasil "tem um futuro próximo bastante desafiador".

"É verdade que é uma tese bastante descontada, mas a empresa não demonstra ter fôlego para sair dessa situação difícil ? pelo menos, não no curto prazo. Pode ser que seja necessária uma nova oferta subsequente de ações", complementa.

O IRB Brasil, no início de dezembro, convocou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para votar seu grupamento de ações, na proporção de 30 para 1 ação. A votação está marcada para o dia 22 de dezembro deste ano.

Lei das Estatais derruba ações da Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3)

A semana começou agitada no mercado financeiro. Na segunda-feira (12), o Ibovespa fechou em queda de 2,02%, enquanto as ações da Petrobras (PETR3/PETR4) e do Banco do Brasil (BBAS3) despencaram após rumores de que Aloízio Mercadante poderia ser indicado para o comando da petroleira ou do BNDES, como acabou ocorrendo. Junto a isso, um relatório da Eurasia projeta que a Lei das Estatais será revogada no próximo ano.

Segundo a consultoria, o governo eleito do presidente Lula pretende fazer a revogação por meio de uma Medida Provisória (MP) ? a Lei das Estatais estabelece parâmetros rígidos de governança para empresas públicas.

"Espera-se que o presidente eleito Lula edite uma medida provisória em seus primeiros dias no cargo para mudar a legislação das empresas estatais promulgada pelo governo Michel Temer", diz o documento.

Para que isso aconteça, o Congresso deverá ainda aprová-la em 120 dias para evitar que a lei expire. No entanto, documento projeta uma "falta de resistência parlamentar à eventual revogação".

IRDM11 divulga valor de dividendos; confira o valor

O FII Iridium Recebíveis Imobiliários (IRDM11) anunciou em um comunicado que vai distribuir aos seus cotistas R$ 0,70 por cota em proventos no mês de dezembro.

Terá direito ao recebimento desses proventos quem for cotista do FII IRDM11 até o final do dia 9 de dezembro. Já os investidores do fundo na segunda-feira (12) não terão direito aos rendimentos. O investidor que atender aos requisitos terá o dinheiro em sua conta em 16 de dezembro.

Os rendimentos do IRDM11 a serem distribuídos dizem respeito ao lucro obtido pelo fundo em dezembro, e representa uma queda de 7,3% do que o registrado no mês anterior.

Fim do JCP? Veja quais ações da bolsa devem ser as mais prejudicadas

Para os analistas do BTG Pactual (BPAC11), o Bradesco (BBDC4) e o Santander (SANB11) seriam algumas das empresas mais prejudicadas com um eventual fim do JCP (Juros sobre Capital Próprio). Na visão dos especialistas, caso a equipe econômica de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tome essa medida, os bancos podem sofrer impactos de 20% nos próximos anos.

Em relatório assinado pelos analistas do BTG Carlos Sequeira, Osni Carfi, Bruno Lima e Luiz Temporini, eles recordaram que o novo governo pretende aumentar significativamente as despesas, especialmente para reforçar os programas sociais.

"Uma forma de aumentar a receita do governo seria taxar os dividendos (algo discutido há anos) e acabar com as isenções fiscais geradas pelo pagamento de juros sobre o capital próprio", destacaram os analistas.

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