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Mulheres buscam mais ações e devem triplicar presença na Bolsa em 2021

A ex-bancária Vanessa Skupin opera na Bolsa há três anos - Arquivo pessoal
A ex-bancária Vanessa Skupin opera na Bolsa há três anos Imagem: Arquivo pessoal
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Camila Mendonça

Do UOL, em São Paulo

08/03/2021 13h53

Só 2,43% das investidoras brasileiras atuaram na Bolsa de Valores no ano passado, mas o número deve quase triplicar neste ano, passando para 6,89%. O aumento da presença das mulheres no mercado de ações é uma tendência dos últimos anos. Em uma década, a quantidade de investidoras na Bolsa cresceu mais de sete vezes, chegando ao recorde de quase um milhão de CPFs até o mês passado.

Os dados são da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e foram obtidos com exclusividade pelo UOL. A pesquisa ouviu 1.589 mulheres, de todas as regiões do país, das classes A, B e C.

"Sou sócia das empresas nas quais invisto"

Os dados da Anbima mostram que, entre as investidoras, 71,2% não fizeram nenhum investimento em 2020, ano marcado pela pandemia.

Mas algumas conseguiram investir mesmo na crise, como Vanessa Skupin, 39. A ex-bancária começou a operar na Bolsa há três anos. Estudou e até tirou uma certificação, para ter mais conhecimento e aumentar seus rendimentos.

Em março de 2020, quando a Bolsa derreteu por causa da pandemia, a carteira dela caiu de 30% a 40%. "Claro que deu um pouco de medo, mas mantive minha carteira quieta e aguardei a situação se estabilizar", conta. Em pouco tempo, afirma, conseguiu recuperar as perdas em operações com opções.

Não tenho medo, porque hoje entendo que sou sócia das empresas nas quais invisto. A Bolsa pode cair, mas isso não significa que as empresas estão ruins.
Vanessa Skupin, investidora

Hoje, a investidora tem em torno de R$ 350 mil em Bolsa e quer chegar a R$ 1 milhão em três anos.

Arriscar mais na Bolsa para "recuperar o tempo perdido"

As corretoras sentiram o aumento na presença feminina. Na Guide Investimentos, o número de mulheres cadastradas cresceu 55% em 2020. Na Terra Investimentos, a alta foi de 37%, e na Easynvest, de 48,3%.

Já está evidente uma mudança muito significativa no comportamento das mulheres com investimentos, sobretudo com renda variável e aplicação em Bolsa.
Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoas Físicas da B3

Para Paiva, a migração das mulheres da renda fixa para a renda variável está ligada à educação financeira e ao acesso à informação.

Dia das Mulheres: números de mulheres que investem em ações cresce - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Por medo do futuro sem aposentadoria, Lilian Carneiro entrou na Bolsa na pandemia
Imagem: Arquivo Pessoal

Foi assistindo a vídeos na internet que a arquiteta Lilian Carneiro, 36, começou a se interessar por investimentos. Ela apostou primeiro na renda fixa, mas se incomodou quando viu os juros caírem. A preocupação com a aposentadoria também pesou na decisão de entrar na Bolsa.

Senti que estava atrasada, mas disposta a me arriscar mais para ter uma rentabilidade maior como forma de compensar o tempo perdido.
Lilian Carneiro, investidora

Lilian entrou na Bolsa em fevereiro de 2020. No mês seguinte, enquanto o mercado desabava, foi demitida. Em um cenário assim, é comum um investidor iniciante se desesperar. Não foi o caso. A arquiteta completou a reserva de emergência com o dinheiro da rescisão e comprou mais ativos.

Todo mês, a arquiteta aplica em fundos imobiliários e ações. Já acumula em torno de R$ 36 mil em renda variável e não se abala com o sobe e desce do mercado. "Meu foco em Bolsa é o longo prazo."

Plano é comprar mais ações quando a Bolsa cai

Dia das Mulheres: números de mulheres que investem em ações cresce - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Influenciada por colega de trabalho, Midori Fukami começou a assistir vídeos para aprender a investir
Imagem: Arquivo Pessoal

A programadora Midori Fukami, 30, entrou na Bolsa em maio, influenciada por um colega de trabalho, e chegou a fazer um curso de investimentos no início de 2020.

Ela diz que não ficou assustada com as oscilações ao longo do ano passado, mas percebeu que precisava estar preparada.

Comecei a montar uma reserva de oportunidades e faço aportes todos os meses para, quando tiver uma queda maior na Bolsa, poder comprar mais ações.
Midori Fukami, investidora

Ela conta que, se vendesse seus ativos, conseguiria uma rentabilidade de cerca de 30%, de maio até hoje.

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