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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

O 1º passo para começar a investir não é abrir conta em corretora; entenda

Conteúdo exclusivo para assinantes

Colaboração para o UOL, em São Paulo

14/04/2021 18h27

Você quer começar a investir, mas não sabe como dar o primeiro passo? Esta é a dúvida de grande parte dos investidores iniciantes. O assunto foi abordado no programa desta quarta-feira (14) do Papo com Especialista, do UOL Economia+.

Na live, o economista César Esperandio diz que, diferentemente do que muitos iniciantes possam pensar, o primeiro passo não é abrir conta em uma corretora de valores. Há algumas etapas anteriores que são negligenciadas pelos iniciantes.

Confira a resposta no vídeo abaixo e confira toda a análise feita pelo economista. Ele também respondeu a perguntas sobre finanças e investimentos.

O Papo com Especialista é o programa semanal ao vivo do UOL Economia+ e é transmitido sempre às quartas-feiras, das 12h30 às 13h30, na página inicial do UOL e do UOL Economia+. O vídeo é exclusivo para assinantes.

Controlar seu orçamento é o passo inicial

O economista César Esperandio diz que o primeiro passo é ter o controle de suas finanças pessoais. Antes de começar a investir, você precisa saber exatamente quanto gasta e quanto ganha.

"É o básico anotar todos os gastos e tudo o que ganha no mês, principalmente os autônomos, que têm rendimentos variados. É importante para você ter uma previsão da sua receita e despesas", afirmou.

Além de anotar todas as despesas fixas (aluguel, alimentação, contas de consumo etc.) e variáveis (lazer e alimentação fora de casa, por exemplo), você deve também classificá-las, para conseguir identificar quais são os gastos supérfluos que podem estar corroendo as suas finanças.

Lembrando que supérfluo é tudo aquilo que não é de fato importante para você. Se aquela pizza do final de semana é algo que faz sentido para você, que você considera importante e não vive sem, ela deve entrar na conta do essencial.

"Esses supérfluos podem ser otimizados, economizando aqui e ali, sem impactar no seu bem-estar. E essa diferença pode ser direcionada para seus investimentos, aplicando de acordo com o tempo certo, prazo de retorno de vencimento adequado para os seus objetivos, como fazer uma viagem nas férias", afirmou.

Para fazer esse controle, Esperandio indicou algumas ferramentas, como aplicativos e planilhas de Excel, ou até fazer essas anotações no papel mesmo. Não importa a ferramenta, o importante é que ela seja boa para você e que lhe permita ter consistência nesse controle.

Hora de controlar os gastos

Depois que você entendeu quanto você gasta, quanto você ganha e tudo aquilo do qual você não abre mão, é hora de dar o segundo passo: definir quanto dá para economizar. Tudo aquilo que você identificou que não é importante você precisa entender se é possível cortar ou reduzir.

A partir desse corte nos gastos, você pode definir quanto você vai investir todos os meses. Esse valor precisa entrar no seu orçamento como se fosse uma despesa como outra qualquer.

"Assim, você não entra com 'achismos' nos investimentos nem cria falsas expectativas sobre o quanto você consegue investir periodicamente", afirma César.

Defina sua reserva de emergência

A etapa seguinte, diz o economista, é definir quanto você precisa de reserva de emergência -aquele dinheiro que precisa estar disponível a qualquer momento para você usar a qualquer sinal de necessidade. Esperandio recomenda que sua reserva de emergência seja o equivalente a 6 até 12 vezes o seu gasto médio mensal.

"Calculado isso, o passo seguinte é partir para os investimentos. Você abre conta em uma corretora de sua preferência, transfere o dinheiro e começa a investir. Títulos do Tesouro Selic e alguns CDBs com liquidez diária são recomendados para a reserva de emergência", disse Esperandio.

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Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.