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10 ações com mais sobe e desce na Bolsa e 10 para quem quer menos emoção

Ações com forte volatilidade representam mais riscos para os investidores - Getty Images/iStockphoto
Ações com forte volatilidade representam mais riscos para os investidores Imagem: Getty Images/iStockphoto
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João José Oliveira

Do UOL, em São Paulo

27/04/2021 04h00

Resumo da notícia

  • Investidor deve ficar atento à volatilidade porque esse é um indicador de risco, dizem profissionais de mercado
  • Veja importância de ter ações menos voláteis na carteira segundo profissionais de mercado
  • Levantamento da Economatica mostra as dez ações mais voláteis e as 10 menos voláteis em cinco anos

Em tempos de crise econômica e incertezas provocadas pela pandemia o termo volatilidade ganhou destaque no mundo dos investimentos. O sobe e desce mais intenso e brusco das cotações na Bolsa mostrou a muitos investidores novatos que a renda variável tem o risco como a contrapartida do maior potencial de ganhos.

Volatilidade, de maneira simplificada, é o quanto o valor de um determinado ativo, como uma ação, varia, subindo ou caindo, em um determinado período. Se a ação de uma empresa oscila muito isso gera incerteza. O investidor tende a perder a noção de quanto pode de fato obter de rendimento naquele papel. O que é melhor: ter uma ação estável ou uma instável? Isso vai depender do seu objetivo. Entenda mais abaixo neste texto.

Um levantamento da empresa de informações financeiras Economatica, feito para o UOL, listou as ações mais voláteis nos últimos cinco anos e aqueles papéis que, ao contrário, apresentaram as menores oscilações médias nesse período.

Pandemia fez variação de preços ser mais acentuada

O gerente de relacionamento institucional da Economatica, Einar Rivero, destacou que a volatilidade em 2020, primeiro ano da pandemia, considerando períodos anualizados, foi a maior desde 2008 e 2009 —anos marcados pela crise financeira dos títulos imobiliários dos Estados Unidos que contaminou todo o mundo dos negócios.

Em 2021, os níveis de volatilidade anuais caíram, mas ainda estão um pouco acima dos valores anteriores a fevereiro de 2020.
Einar Rivero, da Economatica

Veja abaixo as ações de empresas que, em média, apresentaram as maiores e as menores oscilações de preços a cada ano, ao longo dos últimos cinco anos, e as variações de preços que esses papéis tiveram nesse período.

Para aproveitar essa lista nas decisões de investimentos, veja o que dizem os profissionais de mercado sobre volatilidade e sobre as empresas que entraram nessas listas.

Por que checar a volatilidade é importante?

Uma empresa que oscila muito entre ganhos e perdas pode sempre pegar o investidor desprevenido, caso ele precise sacar da aplicação em um momento de variação negativa mais forte.

Por outro lado, se o investidor precisar vender uma ação com baixa volatilidade, o risco dele ter de fazer isso em um momento de perdas é menor porque esse papel varia menos.

Gestores de recursos explicam que aplicar em ativos muito voláteis é mais arriscado para quem tem um horizonte de aplicação de curto prazo. Quanto mais curto for o investimento, mais importante é observar a volatilidade.

Quando um investidor vai aplicar, ele costuma perguntar primeiramente sobre o retorno. Mas o retorno esperado de um ativo é inverso ao risco, ou seja, à volatilidade. Então, antes de iniciar uma conversa sobre investimento já perguntando qual o retorno, talvez a primeira pergunta deveria ser sobre o risco.
Nicolas Takeo, gerente de análise da Singulare

Empresas menos voláteis

A lista das dez empresas que tiveram a menor volatilidade nos últimos cinco anos é dominada por companhias do setor de energia elétrica. Aparece ainda uma empresa do agronegócio, um grupo do setor financeiro e uma fabricante de bebidas líder mundial no setor em que atua.

Segundo explicam os especialistas, essas empresas apresentam em comum as seguintes características:

  • Empresas maduras: essas companhias já passaram pela fase de crescimento acelerado e hoje são grandes geradoras de caixa;
  • Receitas previsíveis: essas empresas têm um histórico recente de receitas regulares, de crescimento pequeno, mas constante e, por isso, dão aos seus acionistas uma boa previsibilidade de como vão se comportar no futuro.

No setor elétrico é natural que o consumo de energia siga crescendo, ainda que pouco, mas vai crescendo. Além disso, essas empresas normalmente atuam sozinhas, sem concorrentes em suas áreas, pois são concessões. O setor é muito bem regulado, com correção de valores de tarifas em contratos de longo prazo de maneira recorrente. Também são empresas de boa qualidade de crédito, normalmente AAA, porque o setor é muito consistente.
Rodrigo Franchini, sócio e head de produtos na Monte Bravo Investimentos

Empresas mais voláteis

Na outra ponta da lista aparecem empresas de diferentes negócios, que atuam em setores bem diversos, mas que apresentam em comum uma característica: todas passaram por uma reestruturação importante nos últimos anos, como pedido de falência ou concordata.

Empresas que passaram por reestruturação apresentam menos previsibilidade. A falta de transparência também gera imprevisibilidade.
João Lux, analista de produtos da CM Capital

Por que ter ação com pouca volatilidade na carteira?

Segundo analistas, ações com baixa volatilidade ajudam a proteger uma carteira em momentos de incertezas, atenuando as perdas registradas por papéis de maior retorno, mas também maior risco.

Ter papéis de baixa volatilidade é uma forma de usar esses ativos como proteção, para dar um equilíbrio à carteira de investimento. É uma forma de diversificação.
João Lux, analista de produtos da CM Capital

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.