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Investimentos em fundos registram recorde no ano, e renda fixa perde espaço

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Mitchel Diniz

Colaboração para o UOL, em São Paulo

07/07/2021 18h24

Nos seis primeiros meses do ano, a indústria de fundos no Brasil captou R$ 206 bilhões, o maior volume da história para o período, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (7) pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro de Capitais).

Parte do resultado é consequência do número de fundos, que cresceu 17,4% no período, para 24.169. "O número de fundos tem passado por uma evolução. Hoje tem mais gestores, mais competição e uma gama de produtos que podem ser escolhidos pelos cotistas", afirma Pedro Rudge, diretor da Anbima.

Quem se deu bem nesse cenário de crescimento foram os fundos de renda variável, que ganharam força, reduzindo a participação da renda fixa no bolo, de 38% no primeiro semestre do ano passado para 35,6% nos seis primeiros meses de 2021. A participação de fundos multimercados subiu de 22,9% para 23,7% e a dos fundos de ações passou de 8,5% para 10,6%. Veja abaixo os números do levantamento, e os queridinhos dos investidores.

Número de investidores de fundos de renda fixa cai

Segundo os dados, a quantidade de investidores em fundos de renda fixa caiu. No ano passado, 44% das contas cadastradas em fundos estavam nos de renda fixa e, este ano, até maio, caiu para 35%.

A fatia de contas dos fundos de ações também caiu, de 26% para 24%. Mas a dos fundos multimercados (que investem em renda fixa e em ações) aumentou de 35% para 44%.

Renda Fixa perde espaço, mas ainda lidera volume de investimentos

Mesmo perdendo espaço para opções mais rentáveis de investimento, os fundos de renda fixa ainda lideram em captação de recursos. Foram R$ 98,1 bilhões no primeiro semestre.

Já os fundos multimercados captaram menos, R$ 81,4 bilhões —o valor, porém, é mais que o dobro do ano passado.

Segundo Rudge, os juros baixos atraíram os investidores para a renda variável, como forma de diversificação. A Anbima acredita que a tendência deve se manter mesmo que os juros subam até o final do ano.

"Existe a expectativa de que o Banco Central faça novos ajustes na taxa de juros até o final do ano, mas a expectativa é de um patamar ainda baixo para os nossos padrões. A participação de fundos de renda fixa deve continuar caindo, enquanto a dos multimercados e de ações continuarão crescendo", afirma Rudge.

Fundos que investem no exterior se destacaram

A Anbima destacou o desempenho de fundos com investimentos no exterior. Eles captaram R$ 54 bilhões no primeiro semestre deste ano, o dobro da captação do ano passado. O patrimônio líquido desses fundos aumentou em 38,4%, para R$ 799,7 bilhões.

Esses fundos têm pelo menos 40% da carteira ligada a ativos no exterior. "Com o real desvalorizado, os fundos que têm ativos no exterior tendem a ganhar pela variação cambial", diz o diretor da Anbima.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.