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Vale a pena investir em empresas que acabaram de entrar na Bolsa?

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Colaboração para o UOL, em São Paulo

23/07/2021 04h00

Uma empresa faz sua estreia na Bolsa de Valores, e você já sai correndo para investir nela. Mas vale a pena investir nas novatas no mercado de ações? No Papo com Especialista, programa semanal e ao vivo do UOL Economia+, o economista César Esperandio disse que, antes de investir numa empresa que estreia na Bolsa, você precisa se atentar a um detalhe.

"É claro que você não vai fazer esse investimento às cegas, e há um detalhe que precisa ser observado", afirmou. Leia abaixo que detalhe é esse e assista ao programa completo, transmitido no último dia 15. O Papo com Especialista é um tira-dúvidas sobre investimentos exclusivo para assinantes, e é transmitido toda quinta-feira, às 15h.

O preço das ações não é idêntico

Quando uma empresa faz o seu IPO (sigla em inglês para Oferta Pública Inicial) na Bolsa, ela abre o seu capital para qualquer investidor que queira se tornar sócio dela.

"Na estreia de uma empresa na Bolsa, muitas vezes o preço é acessível. Mas os preços de uma ação de empresas diferentes não são comparáveis", disse Esperandio, que é também do canal Econoweek.

Por exemplo: duas empresas são avaliadas, cada uma, em R$ 100 mil. Mas uma lança 100 mil ações em seu IPO na Bolsa (e cada ação vale naquele momento R$ 1). A outra empresa lança 50 mil ações -cada uma vale R$ 2. Após as negociações na Bolsa, o preço pode subir ou cair.

Para que serve um IPO?

O economista disse que, tipicamente, a intenção da empresa em lançar ações na Bolsa, numa oferta primária, é captar recursos de investidores para algum projeto, como construir uma nova fábrica ou entrar num novo mercado.

"É uma fonte de financiamento. Só que, em vez de pegar dinheiro emprestado, ela capta recursos oferecendo uma parte na sociedade", afirmou.

Importante ficar de olho no "lock-up"

Para Esperandio, é preciso entender um detalhe dessa operação. Até 2005 era comum a prática de comprar ações de uma empresa estreante na Bolsa no período de reserva para revendê-las num curto espaço de tempo. Essa operação de curto prazo é conhecida como "flipagem". "Isso prejudicava muito a precificação da ação", disse.

Mas hoje existe o "lock-up" —a prática proíbe a venda de uma parte das ações por um período determinado. Cada IPO determina o período de "lock-up". Atualmente, a maioria das ações está sendo oferecida com 'lock-up", afirmou Esperandio.

Para ele, quem se interessar em comprar ações de uma empresa estreante na Bolsa deve ficar de olho nisso. "Quando você vai comprar ações de uma empresa em IPO, há todo um descritível de como vai funcionar e todas as informações referentes àquela empresa", declarou.

Vale a pena investir num IPO?

Para Esperandio, por conta da tendência de "lock-up" na maioria dos IPOs, vale a pena se o foco do investidor for de médio e longo prazo.

"Eu tenho essa visão seja para IPO ou para as ações que já estão circulando na Bolsa de Valores. Ação, na minha perspectiva, não é para ficar fazendo trade [compra e venda num curto espaço de tempo]. Você perde muitas oportunidades, como ter receita com dividendos", declarou.

A recomendação do economista para quem quer fazer trade para ver como funciona é reservar uma pequena parte do seu dinheiro para isso. "O risco é muito grande, e exige uma dedicação enorme", afirmou.

Papo com Especialista é toda quinta-feira

O programa Papo com Especialista é transmitido às quintas-feiras, das 15h às 16h, na página inicial do UOL e do UOL Economia+ e é exclusivo para assinantes. Reveja programas anteriores aqui.

Você pode enviar perguntas ao Papo pelo e-mail uoleconomiafinancas@uol.com.br —elas podem ser respondidas no programa.

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Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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