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Veja 5 investimentos para ter em outubro, segundo economista

Conteúdo exclusivo para assinantes

Colaboração para o UOL, em São Paulo

09/10/2021 04h00

A Bolsa registrou queda de 6,57% em setembro e de 6,75% no ano, e os juros partiram de 2% ao ano, em março, para 6,25% ao ano, em setembro. Diante desse cenário, o que fazer com os seus investimentos em outubro? No Papo com Especialista, programa semanal e ao vivo do UOL, o economista César Esperandio mostrou cinco investimentos para você proteger a sua carteira das turbulências do mercado e do país.

Ações de algumas empresas estão na lista, apesar da queda recente da Bolsa. Veja abaixo a lista completa e assista ao programa na íntegra. O Papo com Especialista é um tira-dúvidas sobre investimentos exclusivo para assinantes e transmitido toda quinta-feira, às 15h.

Alta da inflação e crise política refletiram na Bolsa

Para entender o que fazer em outubro, Esperandio fez uma análise do que aconteceu em setembro e que refletiu na Bolsa.

Segundo ele, a cadeia produtiva global ainda está desregulada por conta da pandemia.

"Não é só uma dificuldade de encontrar produtos no mercado, mas, com esse descompasso de oferta e demanda, os preços sobem, o que ocasiona aumento da inflação no mundo inteiro e mais fortemente no Brasil", afirmou ele, que é também do canal Econoweek.

Os preços dos alimentos e dos combustíveis são os que mais contribuem para a alta da inflação em todo o mundo, segundo o economista.

"No Brasil, além dessa alta de preços, existe outro grande problema: a crise hídrica. A falta de água é um problemão, assim como a falta de energia elétrica, que já está mais cara. Isso contribuiu ainda mais para a alta da inflação. E todos esses aumentos são repassados para nós, consumidores", afirmou.

Para Esperandio, outro ponto que fez a Bolsa despencar em setembro foram as crises política e fiscal.

"Tudo isso faz o investidor ficar com medo de investir no Brasil, seja ele gringo ou brasileiro. E esse cenário menos atraente para o investidor fez a Bolsa cair", declarou. Em setembro, o Ibovespa teve uma perda acumulada de 6,57%.

Alta de juros para combater a inflação

O economista explicou que, para combater a inflação, o Copom (Comitê de Política Monetária) tem subido a taxa básica de juros, a Selic (que está hoje em 6,25% ao ano), o que aumenta a rentabilidade de títulos de renda fixa.

"A lógica é encarecer o custo do crédito e diminuir o consumo, e isso tende a dar uma acalmada na alta dos preços. Mas essa alta dos preços é por conta ainda do descompasso da cadeia produtiva global. Então, esse poder de combater a inflação com o aumento da Selic é um pouco limitado", afirmou.

5 investimentos para outubro

Esperandio disse que, com a alta dos juros, os investimentos em renda fixa (pública e privada) estão com rentabilidade maior. A rentabilidade média dos títulos de renda fixa de longo prazo subiu de 7,2% ao ano para 11% ao ano.

Ele elencou cinco investimentos para proteger o seu dinheiro de toda essa turbulência no país e no mercado financeiro.

1) Tesouro Selic: serve para a reserva de emergência, e a rentabilidade está subindo porque ela acompanha a taxa Selic (e a expectativa é de alta até o final do ano). O título paga a Selic mais um bônus prefixado.

2) Tesouro Prefixado: já está com uma rentabilidade alta (em torno de 10%). "Quando a cadeia produtiva voltar à normalidade, a inflação deverá deixar de ser um problema e, com isso, os juros tendem a ser reduzidos. Nesse cenário, a rentabilidade desses títulos deve voltar a baixar. Mas, se você investir neles agora, vai garantir essa rentabilidade que hoje está extraordinariamente boa", disse Esperandio.

3) Tesouro IPCA: paga a rentabilidade atrelada à inflação mais um bônus prefixado, que está aumentando também. Por exemplo: o Tesouro IPCA 2045, está pagando o IPCA do período mais um bônus de 4,93% ao ano. Ou seja, se a inflação for de 10% ao ano, esse título terá uma rentabilidade de quase 15% ao ano.

4) Renda fixa privada: títulos como CDB oferecem rentabilidade maior que a dos títulos públicos. Alguns títulos da renda fixa privada são protegidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

5) Ações: alguns ativos podem se beneficiar do atual cenário de alta de preços e alta de juros. São eles:

- Empresas ligadas ao setor financeiro e seguradoras.

"De maneira genérica, essas empresas tendem a se beneficiar com a alta de juros. Ou seja, o preço das suas ações tende a subir. Isso é uma possibilidade, mas é importante você saber que o preço de uma ação sofre muita volatilidade. Portanto, no geral, ações dessas empresas tendem a subir. É regra? Não, não é regra. É preciso analisar cada uma delas", afirmou o economista.

- Empregas ligadas ao agronegócio e commodities.

Segundo Esperandio, há uma tendência de alta dos preços das commodities alimentares (grãos) e energéticas (petróleo) por conta de uma demanda mundial.

"Essas são ideias genéricas; não são recomendações de investimento. São cenários para ficar de olho", afirmou Esperandio.

Vale ressaltar que as condições de investimentos citadas aqui são referentes ao dia 7 de outubro. As taxas podem variar de um dia para o outro.

Papo com Especialista é toda quinta-feira

O programa Papo com Especialista é transmitido às quintas-feiras, das 15h às 16h, na página inicial do UOL, no UOL Economia e na página de Investimentos, e é exclusivo para assinantes. Reveja programas anteriores aqui.

Você pode enviar perguntas ao Papo pelo e-mail uoleconomiafinancas@uol.com.br —elas podem ser respondidas no programa.

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Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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