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Fundos imobiliários são 1º passo na Bolsa, dizem analistas; saiba investir

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Fernando Barbosa

Colaboração para o UOL, em São Paulo

21/10/2021 04h00

Já imaginou investir em imóveis, mas sem as dores de cabeça recorrentes de se ter um, como o pagamento do financiamento e tributos ou a negociação com inquilinos? Segundo especialistas, investir em fundos imobiliários tem mais vantagens do que comprar um imóvel.

Durante encontro do Guia do Investidor UOL, série de eventos gratuitos e quinzenais do UOL para quem quer investir, Rodrigo Cardoso, CEO e sócio fundador do Clube FII, e João Vitor Freitas, analista de investimentos da Toro Investimentos, destacaram que este tipo de investimento é a porta de entrada para a renda variável.

No evento, os especialistas falaram sobre as principais vantagens e desvantagens de investir em fundos imobiliários, avaliaram os riscos e deram dicas que merecem a atenção dos investidores. Confira a seguir os principais pontos do encontro e assista ao evento na íntegra.

Primeiro passo na renda variável

"O fundo imobiliário é a modalidade mais conservadora dentro da renda variável. Você consegue ter um grau de previsibilidade muito alto e a volatilidade, comparado ao mercado de ações, é de apenas um terço", afirma Cardoso, do Clube FII.

Freitas explica que, ao investir em fundos imobiliários, você se torna dono de pedacinhos de vários imóveis.

"Acho que está muito arraigado na cultura do brasileiro essa questão de investir em imóvel. Tem aquela expressão: 'quem compra terra, não erra'. Então, o investidor consegue enxergar uma tangibilidade muito grande do seu investimento, o que facilita", afirma Freitas.

Mas como funcionam os fundos imobiliários?

Segundo o CEO do Clube FII, a compra de fundos imobiliários é bastante similar à compra de papéis de empresas.

"Para quem está acostumado a investir em ações, sabe que é possível abrir uma conta em uma corretora em pouco tempo. Para comprar o ativo dessa ação, é necessário ir no home broker, digitar o código dessa ação, dar o comando de compra, e você passa a ser dono do pedaço de uma empresa. No caso do fundo imobiliário, é exatamente da mesma forma", diz.

O investimento permite auferir parte da renda mensal de shopping centers, escolas, galpões e rede de agências bancárias, mas sem boa parte da burocracia existente no mercado imobiliário real.

Freitas, da Toro Investimentos, lembra ainda do valor inicial. É possível começar investindo pouco, e aumentar a conta conforme o investidor for adquirindo mais conhecimento sobre o processo e tendo mais segurança.

"A gente tem fundos imobiliários listados a R$ 10, R$ 80 ou R$ 100, por exemplo. Então, se você comparar com um imóvel em si, o investimento inicial é infinitamente menor", afirma Freitas.

"E você tem dezenas de imóveis na sua carteira. Com R$ 100 você consegue investir em dezenas de imóveis diferentes e ter centenas de inquilinos, com um grau de diversificação elevado", afirma Cardoso.

Como o investidor é remunerado?

Freitas explica que os princípios são mais ou menos os mesmos de alguém que possui um imóvel: quando o investidor se torna dono de uma cota de um fundo imobiliário, ele passa a ter direito sobre um pedaço daquele ativo e, dessa forma, pode receber uma parte do aluguel proporcional à sua participação naquele fundo.

"Todo mês vai pingar o aluguel daquele fundo na sua conta e é possível vender aquela cota com lucro", diz Cardoso.

Outro aspecto interessante, em comparação com a compra de um imóvel, é que além de o investidor concentrar boa parte do seu patrimônio em um único ativo, ele não tem como vender um pedaço daquela casa ou apartamento quando precisar de dinheiro imediato. Nos fundos imobiliários, é possível vender apenas uma fatia da sua participação, e preservar o restante.

Uma vantagem deste modelo é investir pensando na rentabilidade.

"Existe o ganho de capital, de comprar hoje para, daqui a alguns anos, vender a sua cota por um valor mais caro. Mas também como complemento de renda", afirma Cardoso. Segundo ele, o rendimento dos fundos imobiliários são isentos de Imposto de Renda para a pessoa física.

Um terceiro aspecto na comparação com imóveis é o ganho de renda mais elevado. O CEO do Clube FII destaca que é possível obter rendimentos que ultrapassam 0,7% ao mês, enquanto no mercado imobiliário real, isso chega a, no máximo, 0,4% - sem considerar fatores como o pagamento de IR e a necessidade de manter o espaço bem alugado.

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Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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