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BTG comprou massa falida do Banco Econômico. Como ficam as ações?

BTG Pactual acerta compra do controle das ações do Banco Econômico -
BTG Pactual acerta compra do controle das ações do Banco Econômico
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Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, de São Paulo

30/03/2022 13h41Atualizada em 30/03/2022 13h42

Uma das quedas que chamam atenção hoje é a dos papéis do BTG (BPAC11), com desvalorização de 3,39% às 13h30, e preço de R$ 26,23 por ação. O motivo é bem simples: o BTG Pactual fechou a compra da massa falida do Banco Econômico, que quebrou em 1995 e está ainda em regime de liquidação extrajudicial. O banco anunciou a aquisição nesta quarta-feira (30). O valor do negócio não foi divulgado.

O Banco Econômico pertenceu ao ex-ministro da Indústria e Comércio no governo do general Ernesto Geisel, Ângelo Calmon de Sá. Depois de diversas fraudes no sistema financeiro, o Banco Econômico sofreu intervenção do Banco Central em 1995.

Em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o BTG diz que a operação faz parte da estratégia de investimentos da área de Special Situations (situações especiais) do banco. O foco é a aquisição e recuperação de carteiras de créditos inadimplentes e compra de ativos financeiros alternativos.

Mas o que fazer com o papel do BTG agora? Confirma o que diz o especialista:

"Mesmo que no futuro a aquisição amplie o crescimento do banco e haja sinergias, por enquanto é algo que vai penalizar muito o BTG", diz Márcio Lorega, analista do Pagbank, que não recomenda a compra das ações.

No mês passado o BTG divulgou lucro líquido ajustado de R$ 6,49 bilhões em 2021, 60,3% mais que em 2020. As receitas totais chegaram R$ 13,9 bilhões, alta anual de 49%.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.