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Vale comprar ação da empresa que mais sobe na Bolsa hoje, com salto de 6%?

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Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

31/05/2022 16h20

A ação da IRB Brasil Resseguros (IRBR3) liderava as altas na Bolsa nesta terça-feira (31), por volta das 16h, com alta de 5,69%, cotadas a R$ 2,97.

Mas que empresa é essa? E porque está subindo tanto? Será que vale a pena comprar, por causa do preço baixo? Leia abaixo o que dizem especialistas, que recomendam cautela.

O IRB, antigo Instituto de Resseguros do Brasil, é uma empresa que oferece seguro para as seguradoras.

Quando o consumidor compra um seguro, por exemplo, e paga por ele R$ 2.000, parte desse dinheiro vai para a resseguradora, com a condição de que ela ajude a pagar a conta caso o cliente sofra um sinistro, como ser roubado.

Segundo especialistas, o papel do IRB está subindo tanto porque está barato. Assim, como a base é muito baixa, uma alta de poucos centavos já representa um salto, em termos percentuais.

"Quando uma ação sai de R$ 3 para R$ 3,50, é um salto de 16%", diz Breno Bonani, analista-chefe Da VGR Asset. "Se ela fosse negociada a R$ 10 e fosse para R$ 10,50, seria 5% de alta. Com tanta ação custando pouco, o que acaba acontecendo são essas altas mais fortes em companhias que negociam seus ativos a R$ 2, R$ 3, R$ 5."

Mas não é porque a ação é uma pechincha que vale a pena comprar, necessariamente.

"O preço da ação da IRB Brasil caiu bastante desde o anúncio de problemas na antiga gestão", afirma Pedro Galdi, analista da Mirae Asset.

Em 2020, foi divulgado um relatório revelando fraudes contábeis na resseguradora. A empresa iniciou uma reestruturação, fez mudanças na gestão. Agora, luta para recuperar sua credibilidade.

"Como a ação caiu muito, pode estar atraindo compradores que têm expectativa de que melhoras sejam observadas nos próximos trimestres", acrescenta Galdi.

E é uma boa comprar ou não?

Para a XP, essa é uma ação de alto risco e, por isso, é melhor ficar de fora. O BTG classifica a ação como neutra: se você tem, fique com ela, se não tem, melhor não comprar.

Em 16 de maio, a empresa divulgou que teve no primeiro trimestre lucro líquido de R$ 80,5 milhões, alta de 58% em relação aos R$ 50,8 milhões verificados no mesmo período do ano passado.

Mesmo assim, o BTG avaliou que foi "outro trimestre fraco". "O resultado foi auxiliado por dois eventos favoráveis e não recorrentes que impulsionaram os resultados financeiros em aproximadamente R$ 150 milhões. Caso contrário, o IRB teria apresentado um prejuízo líquido de R$ 55 milhões", avaliou o banco.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.