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Ações da Weg estão em queda de 4,7%, por que caem tanto?

Linha de montagem da Weg - Getty Images
Linha de montagem da Weg Imagem: Getty Images
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Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

08/06/2022 14h44Atualizada em 08/06/2022 14h44

A ação da fabricante de motores elétricos Weg (WEGE3) está em boa parte das carteiras recomendadas para junho: Warren, Mirae Asset, Ativa Investimentos, Eleven, Terra, BTG. Mas, mesmo assim, o papel da empresa parece não engrenar na Bolsa de Valores. Hoje, por exemplo, está em queda de 4,7%, cotada a R$ 24,73 por volta das 13h40. No acumulado de 2022, as perdas já são de 22,11%. Em 12 meses, a desvalorização é de 26%.

Para os analistas, duas razões explicam a queda do papel: dólar em queda e juros em alta. Boa parte da receita da Weg vem da venda de equipamentos eletroeletrônicos industriais ao mercado externo.

Confira abaixo, em espaço reservado aos assinantes, os detalhes do cenário da empresa e a recomendação sobre compra e venda.

Mas, por que a Weg cai tanto?

Para a corretora Warren, a fabricante de motores e fornecedora de sistemas elétricos industriais tem tudo o que o investidor gosta: é uma empresa global, a receita da vem tanto do Brasil quanto de outros países, o faturamento é proveniente de quatro divisões diferentes (equipamentos eletroeletrônicos; geração, transmissão e distribuição de energia; motores comerciais e tintas e vernizes) e é avaliada como um ativo "de alta qualidade".

"Ela é uma ação que muita gente gosta porque também tem a ver com os princípios de ESG", diz Marcio Loréga, analista-chefe do PagBank, referindo-se à sigla em inglês para "Environmental, Social and Governance" — ou critérios ambientais, sociais e de governança, em português, "Ela atua nesse campo de energias renováveis não poluentes", completa Loréga.

Mas como boa parte da receita da Weg vem da venda de equipamentos eletroeletrônicos industriais ao mercado externo, a queda do dólar e a alta dos juros afetam a empresa.

No mercado externo o crescimento da receita da companhia foi de 22,8% na comparação com o mesmo período de 2021. Mas houve queda de 8% ante o trimestre anterior (outubro, novembro e dezembro de 2021), para R$ 3,36 bilhões. Isso porque a receita da empresa é diretamente impactada pela desvalorização do dólar, que este ano acumula perda de 12,58% em relação ao real (pelo fechamento de ontem).

A alta dos juros prejudica a performance da empresa - principalmente a receita que vem do Brasil - porque a maior parte de suas vendas é financiada. No primeiro trimestre, 51% das receitas da fabricante vieram do mercado interno, ante 46% de um ano antes. As vendas no mercado interno avançaram 48,1% na comparação anual, e 20,1% ante o quarto trimestre, para R$ 3,47 bilhões.

Mas e agora, o que fazer com as ações?

As casas de análise continuam otimistas no crescimento da empresa e recomendam a compra.

A XP, por exemplo, aposta num preço alvo de R$ 45. A empresa, segundo a corretora, tem "fortes números de carteira de pedidos de pares internacionais e a expansão da geração solar no Brasil" — o que deve ser uma indicação positiva de crescimento da receita no curto prazo, diz a XP.

O BTG também recomenda compra, com a mesma estimativa de preço.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.