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Ações da Gol são as que mais caem, com tombo de quase 12%; o que fazer?

Ações da Gol têm queda de quase 12% - Divulgação
Ações da Gol têm queda de quase 12% Imagem: Divulgação
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Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/06/2022 15h16Atualizada em 13/06/2022 15h16

Os ativos da Gol Linhas Aéreas (GOLL4) têm nesta segunda-feira (13) a maior desvalorização da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Às 14h15, os papéis tinham queda de 11,88%, cotados a R$ 10,24.

Outras empresas do setor aéreo e de turismo também estão em baixa nesta segunda-feira. CVC (CVCB3) é a segunda maior baixa, com queda de 9,14%, a R$ 8,45. Em seguida vem a Azul Linhas Aéreas (AZUL4), com desvalorização de 8,58%, a R$ 14,06, no mesmo horário.

"Gol e Azul caem forte por uma combinação de fatores negativos: dólar em alta, petróleo subindo, atividade econômica e alavancagem da empresa alta", diz Regis Chinchila, analista da Terra Investimentos. A alavancagem é como o limite de crédito. É uma operação que possibilita que a empresa use um valor maior do que tem em conta para investimentos, pagamento de contas.

Hoje, com o impacto da alta da inflação nos Estados Unidos, os investidores estão fugindo da Bolsa de Valores e indo para aplicações como o dólar, que às 15h09 subia 2,15%, para R$ 5,096.

E o que fazer com as ações da Gol?

Para analistas, nem sempre a queda significa que a empresa vai desvalorizar. "Nem toda queda de preço de ação quer dizer que a empresa vai mal. Às vezes elas vão bem, mas o papel cai", diz Pedro Serra, chefe de pesquisas da Ativa Investimentos.

É o que acontece com a Gol, por exemplo. Na semana passada, a empresa anunciou seus resultados prévios de tráfego referentes ao mês de maio de 2022. O total de passageiros transportados foi de 2 milhões, 73,4% do total transportado em maio de 2019, antes da pandemia. Em abril a recuperação em relação a 2019 havia sido de 74,4%. Este foi o único dado com piora mensal entre todos os indicadores apresentados pela companhia, que fez 15.850 decolagens no período — uma retomada de 80,4% sobre o mesmo mês de 2019. Em abril, essa retomada havia sido de 77,5%.

No mês, foram 15.391 decolagens em rotas domésticas — 83,7% de retomada sobre 2019, e 459 decolagens em internacionais, ou 34,7% de recuperação.

É por isso que o Goldman Sachs ainda recomenda a compra, com preço alvo de R$ 22,20. O BTG também recomenda compra, com preço alvo de R$ 31. A XP, porém, aposta na neutralidade: melhor não comprar, nem vender.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.