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Cielo sobe mais de 1% em dia de tombo na Bolsa, o que ajuda a empresa?

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Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/06/2022 16h32Atualizada em 13/06/2022 16h32

A operadora de pagamentos Cielo (CIEL3), registrou alta de 1,32% em dia de tombo em quase todas as ações da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Por volta de 15h40 desta segunda-feira (13), os papeis da empresa eram negociados a R$ 3,83.

O resultado pode ter sido impactado pelos números positivos da empresa. Somente este ano, os ativos da Cielo acumulam uma rentabilidade de 75,34%.

Na sexta-feira (10), o BTG Pactual aumentou a estimativa de valor da Cielo ao final de 2022, indo de R$ 4 para R$ 5. Isso porque o volume total de pagamentos processados por empresas de cartões superou as expectativas no primeiro trimestre deste ano, segundo o BTG.

"Ajudado pela inflação mais alta, mas principalmente pela aceleração na migração de dinheiro para meios eletrônicos de pagamento, o volume total de pagamentos processados tem sido mais forte do que o inicialmente esperado", declarou o banco no relatório.

No primeiro trimestre, quando houve uma onda de infecções de covid no Brasil, a alta do volume de pagamentos foi de 36% na comparação anual. Agora, com a retomada das atividades, o setor deverá crescer mais de 20% em 2022, de acordo com a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços).

"Esses fatores nos levam a acreditar que ainda há uma vantagem da Cielo em relação aos concorrentes", comentam os analistas do BTG. A Cielo tem uma participação de cerca de 25% no segmento de pequenas e médias empresas.

E vale a pena comprar?

O BTG diz que sim, frente às análises citadas.

Mas o Banco Safra recomenda neutralidade. Em fevereiro, a venda da empresa americana de maquininhas Merchant E-Solutions poderá afetar os investimentos no setor.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.