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Mercado aposta nesta empresa, que levantou R$ 4,2 bi; veja se vale comprar

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Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

27/06/2022 15h56

Quando não chove, e as hidrelétricas não conseguem produzir toda a energia que o Brasil precisa, entra em campo o sistema de geração de energia das termelétricas. Esse é o negócio da Eneva (ENEV3), maior operadora privada de gás natural do Brasil, que subia 5,85% nesta segunda-feira, cotada a R$ 15,20, por volta das 15h50.

A Eneva é uma geradora térmica, a gás. Ela vem sendo contratada para suprir a falta de energia pelas hidrelétricas. Também fornece energia para grandes empresas, como a Petrobras (PETR3 e PETR4).

O mercado aposta na empresa, por avaliar que o Brasil vai continuar precisando da energia produzida por elas no futuro.

E por que as ações estão subindo?

No sábado (25), a Eneva anunciou que levantou R$ 4,2 bilhões em uma oferta de ações precificada a R$ 14 por papel.

Normalmente, quando a empresa emite mais ações, o preço cai. Mas isso não aconteceu com a Eneva. O mercado tem se mostrado confiante nos projetos da empresa e continua comprando os papéis", diz Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos

A emissão de novas ações foi feita para financiar a compra das Centrais Elétricas de Sergipe Participações, a Celsepar, uma usina termelétrica no porto de Sergipe, e da Centrais Elétricas Barra dos Coqueiros (Cebarra).

A companhia comprou no início do mês 100% da Celsepar por R$ 6,1 bilhões. A Eneva assumiu a dívida atual da Celse, subsidiária da Celsepar, de R$ 4,1 bilhões. Com isso, o negócio custou, na verdade, R$ 10,2 bilhões.

Há duas semanas, a Eneva também anunciou a compra da Termofortaleza, da italiana Enel, por RS 431,5 milhões. A usina fica no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará, e seus contratos de fornecimento de gás com a Petrobras e de venda de Energia com a Enel Ceará terminam só em 2023.

E a compra vale a pena?

A Eneva está bastante endividada. A oferta de ações que a empresa fez também vai ajudar a diminuir sua dívida líquida, que no primeiro trimestre deste ano estava em R$ 8,6 bilhões, crescimento de 61,9% em relação ao primeiro trimestre de 2021.

Esse é um dos riscos de se investir na empresa. Mas, mesmo assim, a Mirae Asset recomenda a compra, com preço alvo de R$ 16,59.

O banco Safra também recomenda compra por causa da grande expansão geográfica e diversificação operacional que a empresa planeja fazer nos próximos anos. O preço alvo é de R$ 15,50.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.