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Com lucro bilionário, Oi vê luz no fim do túnel. Mas outra ação ganha

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Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

29/06/2022 13h03

A operadora de telefonia Oi (OIBR4) reportou na noite desta terça-feira (28), os resultados do primeiro trimestre de 2022. A empresa, que adiou duas vezes a divulgação, teve um lucro líquido de R$ 1,784 bilhão entre janeiro e março. Com isso, as ações da companhia hoje sobem para R$ 1,10, com valorização de 5,77% por volta do meio-dia.

A receita líquida total da empresa somou R$ 4,41 bilhões - queda de 0,9% em um ano. A Oi está em recuperação judicial há seis anos. Veja se, com essa luz no fim do túnel, vale investir na empresa ou se existe outra ação que merece sua atenção.

Em 2016, a empresa tinha dívidas de R$ 65 bilhões e pediu a maior recuperação judicial da história do Brasil até então - a Odebrecht apresentou uma dívida ainda maior, três anos depois. O processo já deveria ser encerrado no final de março, mas a companhia conseguiu a prorrogação para este trimestre.

"As ações sobem hoje porque o mercado gostou dos resultados e vê que a recuperação judicial está perto do fim", diz Virgilio Lage, especialista da Valor Investimentos.

Só neste ano, a empresa pagou cerca de R$ 15 bilhões em dívidas. O dinheiro veio da venda da operação de telefonia móvel e do controle da infraestrutura de fibra, que deu origem à V.tal. Entre janeiro e março (ou seja, sem contar os quase R$ 15 bilhões pagos ao longo do segundo trimestre), a dívida da Oi reportada no balanço era de R$ 33,4 bilhões.

"Com esse lucro e a redução da dívida, os investidores veem que o pior já passou", diz Lage. Para o BTG, os resultados vieram como esperados, mas ressalta que as despesas de capital ou investimento em bens de capitais, o chamado "Capex" foram de R$ 345 milhões no trimestre, uma grande queda em relação ao ano passado de 81%.

E vale a pena compra a ação?

Para Lage, ainda é muito arriscado apostar em Oi. "A divida ainda é muito grande", afirma ele. É a mesma analise que faz o BTG.

No mesmo setor de telefonia, outra ação aparece mais bem posicionada: a TIM (TIMS3). Em relatório divulgado hoje, o Credit Suisse manteve a ação da Vivo (VIVT3) com recomendação neutra: melhor não comprar, nem vender. O preço alvo seria de R$ 54, ou potencial alta de 16% em 12 meses em relação ao fechamento de terça-feira.

Já para a TIM, o banco estima uma valorização de 31%, com preço alvo de R$ 16,50 e recomendação de compra. A Mirae Asset acredita numa valorização ainda maior, chegando a um preço alvo de R$ 19,19. A XP acredita em R$ 22.

Tudo isso é não é para o próximo semestre, mas para um longo prazo. No ano, por exemplo, as ações da TIM estão negativas em 1,19%. É menos que o Ibovespa, que cai quase 4%.

"O setor poderá ser impulsionado por novas linhas de negócio como o 5G e outras iniciativas de monetização da base de clientes. Acreditamos que a TIM está bem posicionada para aproveitar este novo ciclo", publicou a XP em relatório para investidores.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.