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Obama não autorizará perfurações petroleiras no Atlântico

15/03/2016 15h57

Washington, 15 Mar 2016 (AFP) - A administração do presidente Barack Obama reverteu sua proposta de permitir a extração de petróleo e gás ao largo da costa do Atlântico - disse nesta terça-feira a secretária do Interior dos Estados Unidos, Sally Jewell, uma mudança bem recebida por grupos ambientais.

"Este é um plano equilibrado, que protege os recursos sensíveis e apoia o desenvolvimento responsável e seguro dos recursos energéticos internos, permitindo criar empregos e reduzir a nossa dependência de recursos energéticos do petróleo estrangeiro", disse Jewell em comunicado.

Em uma mensagem na rede social Twitter, tinha explicado antes que o novo plano de cinco anos (2017-2022) para a concessão de licenças de perfuração no mar "protege o Atlântico para as gerações futuras".

O novo programa "exclui as licenças de perfuração em áreas da costa atlântica sul e meio", disse o Departamento do Interior, citando "forte oposição local e conflito com os usos comerciais e militares dessas áreas".

No plano inicial divulgado em janeiro de 2015, o governo dos Estados Unidos propôs conceder permissões de perfuração a cerca de 80 km da costa da Virgínia, Carolina do Norte e do Sul e Georgia.

"Este novo plano centra-se na venda de licenças em áreas com maior potencial em recursos energéticos, e que têm o maior lucro na indústria do petróleo e do gás...", disse Jewell.

Trata-se da venda de 13 licenças: 10 no Golfo do México, e três no Alabama.

O novo plano leva em conta mais de um milhão de opiniões de diferentes grupos de interesse no assunto.

O Departamento do Interior finalizará esse último programa após outro período de consultas públicas de 90 dias.

Os grupos de proteção do meio ambiente deram boas vindas às mudanças propostas pela Casa Branca.

Com esta decisão, "o presidente Obama deu um grande passo para proteger os nossos oceanos, economias costeiras e combater a mudança climática", disse Jacqueline Savitz, da ONG Oceana.

A indústria de combustíveis fósseis havia antecipado na segunda-feira a mudança de posição do governo, reiterando o seu total apoio para a continuação da perfuração do alto mar.