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Fed deve ajustar com moderação sua política monetária, disse Yellen

29/03/2016 17h52

Washington, 29 Mar 2016 (AFP) - A presidente do Federal Reserve (Fed) Janet Yellen disse nesta terça-feira que confia na economia dos Estados Unidos e que a entidade aumentará em ritmo "moderado" as taxas de juros.

Também afirmou que apesar do aumento de alguns preços, ainda "é muito cedo para dizer" que a inflação americana está em alta. Em sua última reunião, finalizada em 16 de março, o Fed manteve suas taxas entre 0,25% e 0,50%.

Em sua primeira declaração pública desde que em fevereiro o Fed assumiu uma posição cautelosa, Yellen transmitiu um otimismo moderado sobre a economia dos Estados Unidos em uma mensagem Economic Club de Nova York.

Yellen afirmou que, em termos gerais, a Fed mantém suas previsões de crescimento do PIB americano e que a inflação continua orientada para chegar a 2% no médio prazo.

Outros membros do Fed disseram que a inflação está acelerando e sugeriram que os juros podem subir novamente em questão de meses. Entretanto, Yellen não parece estar convencida disso.

"É muito cedo para dizer se esse aceleramento será duradouro", disse.

Yellen argumentou que o Fed tem que estar atento à desaceleração do crescimento econômico mundial e a agitação dos mercados.

Afirmou especificamente que a incerteza provocada pela China, com suas dificuldades econômicas e mudanças de políticas, influenciam na economia mundial.

"Há muita incerteza, no entanto, sobre quão suave será essa transição e sobre as políticas para enfrentar os problemas financeiros que possam acompanhá-la", disse sobre a China.

Yellen lembrou, ainda, que a queda persistente dos preços do petróleo e de outras matérias-primas também contribuem para o panorama nebuloso da economia mundial, mesmo que os preços baixos beneficiem consumidores e fabricantes.

Outra queda do petróleo teria um efeito adverso no mundo econômico, disse.

"Devemos considerar as potenciais sequelas dos recentes acontecimento econômicos e financeiros mundiais", disse.

Ainda assim, estimou que o impacto das turbulências internacionais sobre os Estados Unidos "muito provavelmente será limitado".