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Caribe e América Central discutem energias renováveis em Washington

Washington, 4 Mai 2016 (AFP) - Cerca de vinte países do Caribe e da América Central se reúnem nesta quarta-feira, em Washington, em uma cúpula sobre energias renováveis, em uma tentativa da região de cortar sua dependência do petróleo e de seu principal fornecedor, a Venezuela.

O vice-presidente americano, Joe Biden, compareceu ao evento, dois anos depois de Washington ter lançado a Iniciativa de Segurança Energética para o Caribe.

Sinal do alto nível do encontro é a presença de mais de dez chefes de governo - incluindo os presidentes de Panamá, El Salvador, Guatemala e Honduras -, vice-presidentes e outras autoridades que assistem às deliberações no Departamento de Estado americano.

Os líderes receberam um relatório encomendado no ano passado pelo presidente Barack Obama e elaborado por um grupo de trabalho dos países para impulsionar iniciativas de eficiência e competitividade dos setores energéticos com um enfoque regional.

Segundo o relatório, os países caribenhos precisam de entre 20 e 30 de dólares para alcançar a meta de 47% de geração de energia renovável para 2027.

Em uma escala menor, os Estados Unidos destinarão neste ano 10 milhões de dólares através de sua agência de desenvolvimento USAID para financiar pequenos empreendedores em projetos de energias renováveis no Caribe.

Os Estados Unidos destinarão outros 5 milhões para a integração da rede elétrica na América Central.

O grupo de trabalho também concluiu que além dos Estados Unidos os países buscarão cooperação com União Europeia, BID e Banco Mundial para o desenvolvimento de energias sustentáveis no Caribe.

Na América Central, os especialistas enumeraram passos para fortalecer a transmissão elétrica na região, e no longo prazo, estudar com o apoio do BID as oportunidades de expandir a conexão com o México.

Um dos desafios para esses pequenos países é o financiamento. Os 15 países da Comunidade do Caribe (Caricom) lançarão durante a cúpula uma nova plataforma regional (C-SERMS) para coordenar investimentos a projetos de energia limpa.

Igualmente, a organização de ajuda exterior dos Estados Unidos USAID receberá pedidos de financiamento de projetos, anunciou na terça-feira o secretário de Estado, John Kerry.

IncertezaA cúpula acontece em um momento em que muitos países da região, historicamente vulneráveis às instabilidades do mercado petroleiro global, aproveitam a dramática queda dos preços.

"Apesar de os custos da energia ao redor do mundo terem caído significativamente, para o Caribe e para a América Central ainda continuam sendo relativamente muito altos", disse Juan González, subsecretário de Estado adjunto para a região.

A incerteza cresce em torno da Venezuela, grande fornecedora de petróleo da região e imersa em um profunda crise econômica e política, e se expande ao programa venezuelano de abastecimento energético Petrocaribe.

"A queda livre da Venezuela leva a uma preocupação sobre o Caribe e a América Central", afirmou o Atlantic Council, um centro de análise de Washington.

Cerca de 17 países do Caribe e da América Central dependem do Petrocaribe, um programa da estatal venezuelana PDVSA, que oferece condições preferenciais de pagamento pelo fornecimento de petróleo, como juros baixos e possibilidade de troca por produtos agrícolas.

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