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EUA revelam primeira regulação federal de metano

Washington, 13 Mai 2016 (AFP) - Os Estados Unidos revelaram na quinta-feira as primeiras regulações federais sobre o metano - poderoso gás que causa o efeito estufa e acelera o aquecimento global - a fim de reduzir as emissões de novas operações de petróleo e gás.

As normas da Agência de Proteção Ambiental (EPA) fazem parte de um plano do presidente Barack Obama para combater as mudanças climáticas, diminuir a poluição e proteger a saúde pública, segundo o órgão regulador.

"Hoje nós estamos ressaltando o empenho da administração em encontrar maneiras para reduzir os níveis de metano", disse a administradora da EPA, Gina McCarthy.

"Juntas, essas novas ações vão proteger a saúde pública e reduzir a poluição vinculada ao câncer e outras consequências sérias na saúde, ao mesmo tempo em que vão permitir que a indústria continue crescendo e oferecendo uma fonte vital de energia para os americanos em todo o país", acrescentou.

O anúncio significa que a EPA terminou de estabelecer uma série de padrões para a redução do metano, dos compostos orgânicos voláteis (COVs) e das emissões de gases tóxicos, que se aplicam a todas as operações novas ou atualizadas na indústria do petróleo e do gás natural.

Em uma segunda fase, já iniciada, a EPA vai controlar eventualmente emissões de fontes já existentes, segundo a agência.

A iniciativa mantém o governo americano "no caminho certo para atingir seu objetivo de cortar as emissões de metano no setor de petróleo e gás em 40 a 45%, em relação aos níveis de 2012, até 2025", disse a EPA.

O metano, componente-chave do gás natural, é 25 vezes mais poderoso do que o dióxido de carbono em termos de aceleração do aquecimento global.

O metano também é o segundo gás do efeito estufa mais emitido nos Estados Unidos como resultado de atividades humanas, com cerca de um terço das emissões vindo da produção de petróleo e da produção, transmissão e distribuição de gás natural, informou a EPA.

As novas normas abrangem também o metano emitido a partir da extração de petróleo pelo processo de fraturamento hidráulico e os equipamentos que não foram regulados em 2012.

A EPA recebeu mais de 900.000 comentários desde que divulgou sua proposta pela primeira vez, em agosto de 2015, e "atualizou uma série de aspectos na regra final que aumentam os benefícios climáticos, incluindo a retirada de uma isenção para os poços de baixa produção e exigindo pesquisas de monitoramento de vazamento com o dobro de frequência em estações de compressão, que têm o potencial de emitir quantidades significativas", disse a agência.

A EPA estima que a regulação custe cerca de 530 milhões de dólares até 2025, e renda benefícios climáticos de 690 milhões de dólares.

Espera-se que as normas definitivas para fontes novas e modificadas reduzam em até 510.000 toneladas curtas (cerca de 462 toneladas) as emissões de metano em 2025, o equivalente a reduzir 11 milhões de toneladas métricas (cerca de 12 milhões de toneladas) de dióxido de carbono, disse a agência.

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