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UE deve votar se renova autorização do glifosato na quinta-feira

Bruxelas, 18 Mai 2016 (AFP) - A União Europeia (UE) deve decidir na quinta-feira se vai renovar a autorização para o uso do glifosato, um dos herbicidas mais utilizados do mundo, indicaram diferentes fontes nesta quarta-feira.

A autorização para a comercialização do glifosato na UE expira em junho. Em março, a Comissão Europeia adiou a renovação da autorização e propôs que esta fosse votada em um comitê de especialistas dos países membros, após vários países do bloco se unirem aos críticos da substância.

O comitê de especialistas e representantes dos 28 países da UE voltou a se reunir na quarta-feira em Bruxelas para debater a proposta de renovar a autorização por 15 anos.

"A discussão com os Estados membros continuará amanhã", indicou um porta-voz da Comissão Europeia.

Uma fonte europeia precisou que "algumas posições [de Estados-membros] ainda não estão definidas", e a Comissão pediu a esses países que definam sua posição até a quinta-feira.

A princípio, a proposta é de renovar o uso do glifosato por 15 anos, mas, segundo a ONG Greenpeace, a Comissão reduziu para nove anos o período de autorização na sua última proposta.

Bruxelas afirma que debateu o tema com os 28 países da UE e que levou em consideração alguns dos seus pedidos, assim como a opinião do Parlamento Europeu, que defende uma autorização por sete anos, segundo uma porta-voz da Comissão.

A UE também incluiu nas suas considerações estudos recentes sobre o glifosato, particularmente o da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), que afirmou que é "improvável" que essa substância seja cancerígena.

O estudo da EFSA, aplaudido pela indústria agroquímica, contradiz uma pesquisa anterior da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer da OMS (IARC), que classificou o glifosato, presente no herbicida Roundup da Monsanto, como "provavelmente" cancerígeno para o homem.

Outro estudo, feito em conjunto pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), divulgado nesta segunda-feira, afirmou que é "pouco provável" que o glifosato seja cancerígeno "para humanos expostos ao produto através da alimentação".

Na decisão, que deve ser submetida a votação, a Comissão propõe, ainda, voltar a analisar a homologação em função dos resultados científicos de estudos futuros, de organizações como a Agência Europeia de Substâncias e Misturas Químicas (ECHA).

Países como França e Luxemburgo já indicaram claramente que se opõem à autorização.

O uso de herbicidas que contém glifosato aumentou rapidamente desde que a substância entrou no mercado, na década de 1970. Com o desenvolvimento de transgênicos resistentes ao glifosato, como a soja RR (Roundup Ready) da Monsanto, seu uso se tornou ainda mais generalizado.

mla-pa/tjc/db/mvv

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