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EUA proíbem comércio de marfim para salvar elefantes africanos

Washington, 2 Jun 2016 (AFP) - Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira a proibição quase total do comércio de marfim no seu território, afirmando sua vontade de frear o tráfico de elefantes africanos, ameaçados de extinção pela caça ilegal.

"Esperamos que as demais nações reajam rapidamente e de forma decisiva para frear o comércio de marfim e implementem normas similares", declarou a secretária americana do Interior e de Recursos Naturais, Sally Jewell.

Esta norma aponta particularmente para a China, que representa 70% da demanda de marfim e que também busca regulamentar o mercado.

O Serviço de Pesca e de Vida Selvagem (USFW), que pertence ao Departamento do Interior, completa assim o processo de regulamentações no âmbito da lei sobre as espécies em perigo.

"Limita assim fortemente a importação, a exportação e as vendas de marfim de elefantes africanos nos estados americanos", afirma o USFW.

Esta medida "fecha um canal importante para os traficantes eliminando a cobertura do comércio legal de marfim", afirmou Dan Ashe, diretor do USFW.

"Ainda há muito por fazer para salvar esta espécie, mas hoje é um dia bom para o elefante africano", acrescentou Ashe.

A norma inclui algumas exceções, como instrumentos musicais, móveis e armas que contenham menos de 200 gramas de marfim, assim como peças que tenham pelo menos um século de antiguidade.

Leis severasExistem cerca de 450.000 elefantes no continente africano, e 35.000 são caçados por ano.

As associações ambientais comemoraram a proibição do comércio nos Estados Unidos, norma que reivindicavam há muito tempo.

Com esta medida, "os Estados Unidos respondem um pedido dos chefes de Estado africanos de 2013 para que o mundo freie a compra de marfim", disse à AFP John Calvelli, membro da ONG Wildlife Conservation Society, comprometida com a defesa dos elefantes.

"As leis severas contra a criminalidade ligada à fauna selvagem e sua aplicação rigorosa são absolutamente essenciais para dissuadir os traficantes e caçadores", afirmou à AFP por e-mail Patrick Bergin, presidente da ONG americana African Wildlife Foundation.

Mas "todos os países, principalmente aqueles que estão na origem, no trânsito e no destino dos produtos ilegais da fauna selvagem, devem pôr ordem na própria casa", lembrou Bergin.

A caça clandestina e o comércio de espécies selvagens protegidas são a quarta maior atividade criminosa internacional, atrás do tráfico de armas, de drogas e de pessoas.

O comércio ilegal de marfim é alimentado principalmente pela grande demanda na Ásia e no Oriente Médio, onde o marfim dos elefantes e os chifres de rinocerontes são utilizados na medicina tradicional e na ornamentação.

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