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Brexit levaria economia do Reino Unido à recessão, diz FMI

Londres, 18 Jun 2016 (AFP) - A saída do Reino Unido da União Europeia, que será decidida em um referendo em menos de uma semana, prejudicaria a economia britânica, que poderia entrar em recessão em 2017, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) na sexta-feira.

O Brexit, como é chamada a possível ruptura britânica com o bloco europeu, abriria "um período prolongado de incerteza que poderia pesar na confiança e nos investimentos e elevaria a volatilidade dos mercados", disseram especialistas do FMI na sua avaliação anual da economia do Reino Unido.

Após o Brexit, "a negociação das novas condições (econômicas) poderia durar anos", acrescentaram.

Os especialistas do FMI elaboraram um relatório sobre as consequências macroeconômicas do Brexit e apontaram dois cenários: um "limitado" e outro "desfavorável" se a saída "não transcorre bem".

No cenário "limitado", o crescimento da Grã-Bretanha cairia para 1,7% neste ano e para 1,4% em 2017, contra 1,9% e 2,2%, respectivamente, previstos hoje.

O cenário "desfavorável" implicaria em uma recessão de -0,8% em 2017 e um crescimento de 0,6% em 2018.

"No caso de um cenário desfavorável, as consequências seriam um crescimento negativo", confirmou um funcionário do FMI.

A taxa de desemprego atualmente prevista de 5% para este ano e para o ano que vem subiria para 5,3% em 2017 no caso de que os danos sejam limitados.

No pior cenário, essa taxa seria de 6% em 2017 e de 6,5% em 2018. A inflação, neste mesmo cenário, seria de 4% em 2017, contra 1,8% previsto atualmente.

Caso a maioria dos britânicos aprove a saída da União Europeia, Londres deverá iniciar negociações muito complexas com Bruxelas para romper os atuais laços políticos, jurídicos e comerciais com os outros 27 países do bloco.

Perguntado sobre se a ruptura traria algum benefício para o Reino Unido, um funcionários do FMI disse que uma das hipóteses que está "no ar" é que a economia britânica se especialize em serviços e que seus setores manufatureiros e agrícola desapareçam.

"Não vemos isso como um cenário verossímil", completou.

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