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Conflito por 'tarifaço' na Argentina: Macri pede menor consumo de energia

Buenos Aires, 12 Jul 2016 (AFP) - Em meio à disputa judicial na Argentina para frear os fortes aumentos de gás e outros serviços básicos, o presidente Mauricio Macri pediu nesta segunda-feira à população que consuma "a mínima" energia possível, mas decidiu limitar os reajustes das tarifas.

"Hoje tenho que pedir a todos vocês que por favor entendam que a Argentina precisa que sejamos responsáveis e que consumamos menos energia", afirmou Macri em um ato para anunciar um novo plano de moradias.

O presidente argentino fez o apelo no momento em que a Justiça decretava a suspensão da aplicação dos novos preços até que a Suprema Corte se manifeste, na próxima terça-feira.

Após o pedido de Macri, seu chefe de Gabinete, Marcos Peña, anunciou que para o gás se aplicará um limite de 400% nos reajustes, retroativos a 1° de abril, tomando como referência as faturas pagas nos mesmos bimestres do ano passado.

Em entrevista coletiva ao lado dos ministros da Energia, Juan José Arganguren, e Justiça, Germán Garavano, o chefe de Gabinete afirmou que "isto nos ajudará a vencer esta primeira etapa de transição, entendendo que precisamos mudar os hábitos".

O limite de reajuste não será aplicado às tarifas de eletricidade e água, outros serviços que sofreram fortes aumentos.

A suspensão judicial dos reajustes para todo o país foi ordenada na quinta-feira pela Câmara Federal de La Plata, cidade ao sul de Buenos Aires.

Macri pediu à população que se agasalhe em vez de usar os sistemas de calefação a gás ou eletricidade o dia todo e ressaltou: "consumam o mínimo de energia necessária".

"Quando vocês estiverem em casa no inverno e se virem de camiseta ou de pé no chão, é porque estão consumindo energia demais".

O pedido de Macri foi respondido nas redes sociais e em canais de televisão, que mostraram imagens recentes do presidente acompanhado por sua esposa, Juliana Awada, assistindo a final da Copa América há duas semanas, usando roupas leves na sala de sua residência em uma noite bastante fria do inverno argentino.

Macri promoveu os aumentos com argumento de que as tarifas estavam defasadas, culpando o governo anterior da ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015).

O novo presidente também cortou subsídios, com exceção de casos de pessoas em extrema pobreza, que recebem um auxílio por filho, e aposentados que recebem salário mínimo.

As reclamações justiça foram apresentados pelos usuários, pequenos empresários, clubes de bairro e até mesmo províncias inteiras da Patagônia, onde o frio faz estragos.

O próprio Aranguren lamentou "a judicialização" dessas medidas.

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