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Gastos com tecnologia continuarão caindo em 2017

Las Vegas, Estados Unidos, 4 Jan 2017 (AFP) - O setor dos produtos tecnológicos para o grande público se reúne esta semana em Las Vegas em um contexto de queda contínua de seus rendimentos devido à incerteza política, à força do dólar e à redução do ritmo de vendas de smartphones, que, apesar de tudo, continuam sendo sua locomotiva.

Com a inauguração do Consumer Electronics Show (CES) em Las Vegas, os organizadores previram que as receitas do setor continuarão caindo em 2017 pelo quarto ano consecutivo.

Os consumidores de todo o mundo gastarão 2% A MENOS, OU 929 bilhões de dólares em smartphones e outros dispositivos, frente aos 950 bilhões de 2016, segundo a associação americana do setor, a Consumer Technology Association (CTA).

O diretor de estudos de mercado da CTA, Steve Koenig, revelou nesta terça-feira em Las Vegas, antes da abertura do salão anual CES, que este pronóstico se baseia na "incerteza após a eleição de (Donald) Trump e o Brexit".

"Esse ambiente de incerteza seguramente vai impactar no gasto dos consumidores, nos investimentos das empresas e nas dos governos", argumentou Koenig.

Em sua opinião, a valorização do dólar também constitui "um importante impacto", ao reduzir as quantidades gastas em tecnologia em outras divisas, assim como a queda dos preços para alguns produtos, como os tablets.

As receitas do setor continuam dependendo em grande medida dos smartphones, que neste ano representarão 47% dos gastos em eletrônica do grande público em escala mundial, embora seu crescimento -tanto no nível de volumes de venda como de receitas-, começa a ficar mais moderar.

"O telefone inteligente está no centro do universo do consumidor de tecnologia", apontou Koenig.

- "Os sete magníficos" -Os martphones, tablets, desktops, notebooks, televisores, câmeras e relógios inteligentes formam um conjunto de equipamentos que se estima que aportem 28%, ou 754 bilhões de dólares, em receitas na indústria de tecnologia neste ano.

Esta é a primeira vez que os relógios inteligentes se incorporam ao que Koenig chamou "Os sete magníficos", por serem os principais geradores de receitas do setor.

"Estamos vendo muita força nos smartphones", disse Koenig. "Os (dispositivos) portáteis estão gerando muita inovação que estimula o crescimento".

Em um dos primeiros eventos da exibição, o gigante chinês da eletrônica Huawei anunciou o lançamento a nível global de seu smartphone Honor 6x de médio alcance, que inclui câmara com tecnologia de lentes dual destinada a consumidores jovens.

O smartphone, que foi lançado na China no ano passado, estará disponível neste mês em 13 novos mercados, incluindo Estados Unidos, a um preço entre 249 a 299 dólares, anunciou a companhia na CES.

A Huawei, que declarou sua meta de transformar-se na fabricante número um de smartphones compete com outras empresas chinesas, como Lenovo e Xiaomi, além da sul-coreana LG, que também fizeram anúncio de exibição de seus produtos.

Enquanto isso, a Fiat-Chrysler aproveitou a CES para revelar nesta terça-feira o protótipo de automóvel "concebido por e para os millenials", que conta com componentes modulares, se move com energia elétrica e pode adaptar-se à direção autônoma.

O Chrysler Portal, apresentado em uma coletiva de imprensa na abertura da CES, foi criado por uma equipe de jovens engenheiros do fabricante, considerando as expectativas dos 'millenials', os nascidos entre o início das décadas de 1980 e de 2000 e que cresceram com a internet, que são o objetivo predileto de várias empresas.

- Automóveis e barcos de nova espécie -Faraday Future, a empresa americana de automóveis elétricos que pretende superar a Tesla, lançou seu primeiro veículo proclamando que se trata de uma "nova espécie" do transporte pessoal.

A companhia anunciou nesta terça-feria que começará a receber pedidos para seu modelo FF91, com um depósito de 5.000 dólares, para automóveis que serão entregues em 2018, que superam os da concorrência em duração da bateria, potência e aceleração.

Faraday oferece, por exemplo, 604 quilômetros de autonomia, frente aos 506 km da Tesla.

Por sua vez, o colosso dos cruzerios Carnival Corporation disse que quer transformar seus barcos em verdadeiras cidades inteligentes no mar, ao apresentar nesta terça-feira seu "Medalhão oceânico", que permitem que a tripulação saiba onde estão os passageiros e para onde podem se dirigir.

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