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Odebrecht transferiu US$ 600 mil a diretor de Inteligência argentino

Buenos Aires, 11 Jan 2017 (AFP) - Leonardo Meirelles, um operador financeiro da Odebrecht condenado na Lava Jato, transferiu em 2013 cerca de 600.000 dólares em cinco parcelas a uma conta do agora diretor da Agência Federal de Inteligência (AFI) da Argentina, Gustavo Arribas, noticiou nesta quarta-feira o jornal La Nación.

A informação surge do registro de transferências bancárias da Odebrecht feito pelo operador Leonardo Meirelles, de acordo com a documentação fornecida por ele à Justiça brasileira e cujas cópias foram obtidas pelo jornal argentino.

A deputada Elisa Carrió, aliada do presidente Mauricio Macri, apresentou a denúncia jornalística à justiça argentina, por considerar "necessário que seja esclarecido neste âmbito".

O encarregado do caso será o juiz federal Rodolfo Canicoba Corral.

As transferências foram feitas de uma conta bancária em Hong Kong controlada por Meirelles através de uma empresa "de fachada", supostamente destinada ao pagamento de subornos, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Os registros indicam que o dinheiro foi transferido a uma conta de Arribas na sucursal Zurich del Crédit Suisse, que aparece em sua declaração de bens.

Arribas admitiu em um comunicado ter recebido 70.475 dólares, que atribuiu "a parte do pagamento pela venda de um imóvel" de sua propriedade em São Paulo.

O funcionário acusou o jornal de buscar vinculá-lo de maneira tendenciosa aos "fatos investigados na 'Lava Jato'", o escândalo de subornos envolvendo a Petrobras e que abala o Brasil

De acordo com a investigação, os cinco pagamentos que totalizam 594.518 dólares foram feitos entre 25 e 27 de setembro de 2013.

Segundo o jornal, os pagamentos coincidem com a data em que foi anunciada a reativação de um contrato para uma linha de trem em Sarmiento, que une Buenos Aires com a periferia oeste.

O projeto, que prevê onze estações subterrâneas em 30 km de túnel, teve idas e vindas por duas décadas, mas as obras começaram em outubro passado. Dele participaram a empresa italiana Ghelli, a Odebrecht e a IECSA, de Angelo Calcaterra, primo do presidente Mauricio Macri.

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