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Protecionismo será 'desastroso' para montadoras, diz CEO da Renault-Nissan

Washington, 3 Mar 2017 (AFP) - O CEO da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, advertiu nesta quinta-feira (2) que o protecionismo será um "desastre" para um setor automobilístico que depende fortemente de fronteiras comerciais abertas.

"Em média, um carro é composto de 3.000 peças que vêm dos quatro cantos do mundo", alegou, em um fórum em Washington.

"Quando as pessoas falam de fazer o protecionismo avançar, é um desastre para os fabricantes de automóveis, porque o conjunto da cadeia produtiva se apoia nas fronteiras abertas", acrescentou.

Ghosn não mencionou o nome do presidente Donald Trump, mas as declarações do CEO surgem no momento em que o governo americano ameaça sobretaxar as importações e sanções aduaneiras contra alguns países, entre eles a China.

Ghosn garantiu que a indústria automotiva terá cada vez mais necessidade de fronteiras abertas, à medida que se desenvolvem os carros de amanhã, autônomos e hiperconectados.

"Nós usamos tecnologias de empresas que vêm de toda parte", acrescentou.

rl-jt/elc/tt/lr

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