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Holanda quer salvar luta contra mudanças climáticas após ofensiva de Trump

Haia, 29 Mar 2017 (AFP) - A Holanda quer organizar nos Estados Unidos uma conferência internacional sobre o clima com o título "ClimateFirst", indicou nesta quarta-feira a secretária de Estado do Meio Ambiente, um dia depois do presidente americano, Donald Trump, prometer uma renovação da indústria do carvão.

"Esperamos que as autoridades federais se juntem a nós. O objetivo é avançar juntos, não regressar, literalmente, à idade do carvão", disse a secretária de Estado, Sharon Dijksma, à emissora nacional Radio 1.

As consequências da decisão de Trump, que assinou na terça-feira o "decreto sobre a independência energética", são "muito prejudiciais", acrescentou, ressaltando que os "Estados Unidos continuam sendo o segundo maior poluidor do mundo e devem assumir suas responsabilidades".

O decreto de Trump ordena uma revisão de uma medida importante do seu antecessor, Barack Obama, o "Clean Power Plan" (Plano de Energia Limpa), que obriga as usinas térmicas a reduzirem suas emissões de CO2. Sua assinatura provocou uma série de reações no mundo todo e no próprio Estados Unidos.

"Muitos estados (americanos) estão prontos para começar a trabalhar graças a novos parceiros, entre eles a Europa", afirmou Dijskma.

"É por isso que queremos organizar com eles, esses estados e o Canadá, uma conferência nos Estados Unidos, sob o nome 'ClimateFirst'" ("Primeiro o Clima"), em referência ao slogan repetido por Trump em várias ocasiões, "Primeiro os Estados Unidos".

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