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FMI, OMC e OCDE querem defender livre-comércio ante o protecionismo

Berlim, 10 Abr 2017 (AFP) - Os chefes das três maiores organizações econômicos mundiais, o FMI, a OMC e a OCDE, assim como Alemanha, indicaram que querem dar maior apoio ao comércio internacional frente à tendência protecionista, em uma declaração publicada nesta segunda-feira em Berlim.

"As cifras de crescimento decepcionantes do comércio mundial e o perigo de tendências protecionistas crescentes são para nós uma incentivo claro para apoiar o sistema comercial internacional ainda mais", enfatiza nesta declaração publicada por ocasião da reunião de dirigentes destas organizações, Christine Lagarde pelo Fundo Monetário Internacional, Roberto Azevêdo pela Organização Mundial do Comércio e Angel Gurría pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico, com a chanceler Angela Merkel na capital alemã.

O texto também foi assinado pelo presidente do Banco Mundial (BM), Jim Yong Kim, e pelo diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, que também participaram neste encontro.

Embora a declaração não mencione diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seu conteúdo não deixa nenhuma dúvida sobre a origem do "perigo" protecionista ao fazer essa referência.

Ao longo de toda a sua campanha, o magnata norte-americano não deixou de reiterar, em meio de fortes afirmações protecionistas, sua convicção de que os Estados Unidos teriam sido os grandes perdedores dos acordos comerciais das décadas anteriores.

Pouco depois de sua chegada ao poder, Trump exigiu uma renegociação do Nafta, que desde 1994 reúne Estados Unidos, Canadá e México.

"O comércio internacional e os mercados abertos são necessários" para o crescimento econômico e para o emprego, informou por sua vez a declaração de Berlim, que também saiu em defesa da OMC, organização considerada de "importância decisiva".

Outro tema que preocupa a comunidade internacional são as reservas da administração Trump em relação à luta contra a mudança climática.

As partes da declaração de Berlim estimam que "a luta contra a mudança climática e a proteção dos recursos naturais em quantidades limitadas continuam sendo um tema central de nosso programa político".

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