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Presidente do Equador pede sanções em casos de corrupção como o da Odebrecht

Quito, 7 Ago 2017 (AFP) - O presidente do Equador, Lenín Moreno, pediu nesta segunda-feira que casos de corrupção registrados no país - como os subornos da brasileira Odebrecht, que teriam chegado até à vice-presidência - sejam alvo de sanções.

"Não vamos permitir sob nenhuma circunstância a interrupção das investigações que levem, por fim, a punir os que espoliaram os recursos do país", disse o mandatário em uma cerimônia pública de mudança da guarda presidencial.

Diante de centenas de simpatizantes na praça da Independência, em frente à sede do governo no centro colonial de Quito, Moreno afirmou que "não vamos permitir que a corrupção domine o país".

O Ministério Público investiga a trama de pagamento de propinas pela Odebrecht, após a revelação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em dezembro passado, de que a empresa pagou, entre 2007 e 2016, cerca de 33,5 milhões de dólares a funcionários equatorianos.

O vice-presidente Jorge Glas, acusado pela oposição de envolvimento em outros casos de corrupção além deste, depôs no MP sobre a investigação, que já deixou dez presos no Equador, entre eles, um tio seu e um ex-ministro do ex-presidente Rafael Correa, antecessor e colega de partido de Moreno.

Contudo, a Justiça não indiciou Glas, que foi retirado por Moreno de suas atribuições após uma carta "rude" do vice-presidente, na qual repreendeu o mandatário, entre outros motivos, por ter se aliado com a oposição e cedido o controle dos veículos de comunicação públicos a empresas privadas.

"Nada nem ninguém vai evitar essa luta para conseguir que o Equador implante definitivamente a transparência, a lealdade, a honestidade", apontou Moreno no ato militar, em que conclamou seus seguidores a dizerem "não à corrupção, não aos corruptos".

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