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Arkema, maior grupo químico francês

Paris, 1 Set 2017 (AFP) - Nascido da reestruturação da divisão química da Total em 2004, Arkema, cuja usina de Crosby, no Texas, sofreu na quinta-feira várias explosões após a passagem do furacão Harvey, é o maior grupo químico francês.

A Arkema se concentra em três setores muito específicos: materiais de alto rendimento (adesivos, polímeros técnicos, etc), química industrial (gases fluorados, água oxigenada) e materiais para revestimento (acrílicos, resinas).

Em dez anos, seu volume de negócios passou de pouco mais de cinco bilhões a 7,5 bilhões de euros, o que fez da Arkema o maior grupo químico francês e um dos líderes do mercado na Europa, atrás de outros como o alemão BASF, o belga Solvay e o holandês AkzoNobel.

O grupo, que tem sua sede principal em Colombes, perto de Paris, conta com 19.500 funcionários distribuídos em 50 países e 133 instalações industriais, como a de Crosby.

Em um setor que registrou uma série de fusões e aquisições, a Arkema se manteve independente.

Foi lançada na bolsa em 2006, e sua estratégia de desenvolvimento consistiu em se reforçar na Ásia e na química especializada, graças sobretudo às aquisições.

Este setor representou quase três quartos do seu volume de negócios no ano passado.

Em química, as tendências de fundo como os materiais leves e de origem biológica, as soluções para a filtração de água e as novas energias "representam oportunidade fantásticas para quem sabe aproveitá-las", explicou em julho Thierry Le Henaff, presidente do grupo desde a sua criação.

Após ter adquirido a especialista em aditivos para pinturas Coatex em 2007 e várias atividades americanas da Dow Chemical em 2010, a Arkema comprou em 2015 da Total a empresa Bostik, número três mundial em adesivos industriais, avaliada em mais de 1,7 bilhão de euros, sua maior operação até hoje.

O grupo se separou, por outro lado, do seu polo de vinil (Kem One), em 2012.

Paralelamente, a Arkema reforçou sua presença na Ásia, tanto em pesquisa como em produção, investindo centenas de milhões de euros na construção de novas fábricas.

Este continente representa atualmente 30% da atividade do grupo, em comparação com 10% em 2006. A América do Norte representa 34% do seu volume de negócios, e a Europa, 36%, em comparação com 58% em 2006.

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