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Déficit comercial dos EUA aumenta em setembro

Washington, 3 Nov 2017 (AFP) - O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou em setembro. As empresas americanas ampliaram as importações de semicondutores, aeronaves e produtos petrolíferos, anunciou nesta sexta-feira (3) o Departamento do Comércio.

Apesar do recorde de exportação de bens e produtos americanos, isso não foi o bastante para afastar a alta do déficit. As exportações chegaram ao seu nível mais alto em três anos, impulsionadas pelo aumento das vendas internacionais de petróleo e serviços de transporte.

O presidente Donald Trump tem uma postura agressiva quanto à balança comercial: prometeu reduzir os déficits bilaterais e lançou renegociações de acordos comerciais, além de investigar as práticas dos parceiros comerciais estrangeiros.

O déficit comercial de setembro subiu 1,7%, a 43,5 bilhões de dólares, dentro das expectativas de especialistas, de acordo com o relatório. Neste ano, o déficit comercial subiu 9,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

As exportações subiram 1,1%, a 196,8 bilhões de dólares, o nível mais alto desde dezembro de 2014. As exportações de serviços também bateram seu recorde, a 66,2 bilhões.

Entretanto, as importações tiveram alta de 1,2%, a 240,3 bilhões de dólares, com serviços como transportes também em seu nível mais alto, a 44,3 bilhões de dólares.

O volume das importações de petróleo caiu a seu nível mais baixo desde outubro de 2015, a 206,8 milhões de barris - ajudando a mudar a balança comercial dos EUA com os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para um superávit de 600 milhões de dólares, ante um déficit de 800 milhões de dólares.

O déficit americano com a China é de pouco menos de 30 bilhões de dólares, enquanto com a Alemanha teve alta de 1,1 bilhão de dólares, a 5,9 bilhões, no último mês. O déficit com a Índia subiu 700 milhões de dólares, a 2,3 bilhões.

Em meio às tensas negociações para modernizar o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), os Estados Unidos registram superávit de 100 milhões de dólares com o Canadá e déficit de 5,1 bilhões com o México.

As exportações americanas para a Grã-Bretanha foram as mais altas já registradas, a 5,5 bilhões de dólares, com um superávit de 700 milhões de dólares.

Funcionários do Departamento de Comércio disseram que os furacões impactaram os dados comerciais de setembro, mas as distorções não puderam ser isoladas ou quantificadas.

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