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Fatura do Brexit: Londres está disposta a melhorar sua oferta

Londres, 21 Nov 2017 (AFP) - O governo britânico está preparado para melhorar sua oferta para resolver a fatura do Brexit, em troca de garantias por parte de Bruxelas sobre um futuro acordo comercial entre Reino Unido e UE, indicaram nesta terça-feira (21) fontes diplomáticas.

Uma fonte do governo disse à AFP que a primeira-ministra Theresa May e diversos membros de seu gabinete, reunidos nesta segunda-feira em Downing Street, concordaram em aumentar a oferta feita a Bruxelas, sem precisar dados.

"Nada está acordado até que tenha sido acertado nas negociações com a UE", destacou a fonte britânica. "Como disse a primeira-ministra (...), o Reino Unido e a UE devem avançar juntos", disse ela.

A reunião, chamada de "conselho de guerra" para o Brexit pela imprensa britânica, reuniu ministros a favor da separação como Boris Johnson (Relações Exteriores), David Davis (Brexit) e Michael Gove (Meio Ambiente).

Theresa May conseguiu um acordo para dobrar a oferta financeira destinada a acertar a fatura do divórcio, que passaria a 40 bilhões de euros, segundo o Times.

O montante é, contudo, menor que os 60 bilhões de euros reclamados pela UE.

Em contrapartida, Londres deseja obter de Bruxelas garantias sobre a assinatura de um acordo favorável sobre a futura relação comercial entre o Reino Unido e a UE, escreveu o The Independent.

O Executivo terá muito a fazer para convencer parte da opinião pública britânica dos benefícios desta oferta.

"As pessoas vão ficar loucas se acabarmos dando quase 40 bilhões de libras à União Europeia", disse o ex-ministro conservador Robert Halfon à Sky News.

Em uma conferência em Londres sobre a saída da UE, o ministro do Brexit David Davis evitou esta questão.

Sobre as negociações com a UE, Davis disse estar confiante na conclusão de um acordo. "Um acordo não é apenas a solução mais provável, é também a melhor possível" para o Reino Unido e a UE, declarou. Um Brexit sem acordo preocupa sobretudo o setor empresarial.

O presidente do Conselho europeu Donald Tusk deu aos britânicos "até o começo de dezembro, no mais tardar" para avançar nesta primeira fase.

O negociador-chefe da UE para o Brexit, Michel Barnier, por sua vez, garantiu nesta segunda-feira que a UE estava pronta para oferecer ao Reino Unido "o mais ambicioso" dos acordos comerciais após sua saída, sob condição de que Londres respeite as regras europeias.

O ex-ministro para o Brexit, David Jones, que deixou o governo de May em junho deste ano, confirmou durante essa conferência que a nova oferta financeira seria condicionada a um avanço nas discussões.

"A meu ver, o governo vai indicar claramente que o pagamento de qualquer soma suplementar desta natureza será condicionado ao fato de haver um acordo sobre nossa relação futura", acrescentou.

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