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Exportadores de gás pedem preços justos em Fórum

24/11/2017 20h25

Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, 24 Nov 2017 (AFP) - Encerrado nesta sexta-feira (24) na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra, o Fórum dos Países Exportadores de Gás (FPEG) defendeu uma "abordagem mais justa" na fixação de preços para o gás natural.

A "Declaração de Santa Cruz de la Sierra" pediu para considerar um "preço justo para o gás natural, levando em conta suas vantagens em termos de eficiência energética e prêmios ambientais".

O preço do gás é vinculado ao do petróleo e de seus derivados.

O presidente boliviano, Evo Morales, defendeu "combater quem quer se apropriar dos nossos recursos por meio da manipulação abusiva de preços".

Segundo Morales, essa circunstância "é uma ferramenta de desestabilização dos nossos Estados e de seus governos democraticamente eleitos".

O Fórum se propôs a "promover o uso de gás natural em suas diferentes formas e setores, inclusive a produção de energia, transporte e indústria para o benefício mundial".

A reunião internacional também foi acompanhada pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e pelo da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, cujo país será sede do próximo FPEG, em 2019.

Segundo o governo boliviano, participaram do Fórum países que possuem entre 60% e 70% das reservas mundiais de gás natural.

Participaram representantes de Argélia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Guiné Equatorial, Líbia, Nigéria, Bolívia, Venezuela, Rússia, Irã, Catar e Trinidade e Tobago. Como observadores, foram Holanda, Iraque, Omã, Peru, Noruega, Cazaquistão e Azerbaijão.

Ainda integraram o encontro executivos da russa Gazprom, da espanhola Repsol, da francesa Total, da britânica Shell e da argentina YPF.

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