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EUA permitem negociar produtos financeiros ligados ao bitcoin

Nova York, 1 dez 2017 (AFP) - Uma agência americana reguladora de mercados financeiros autorizou, nesta sexta-feira (1º), duas Bolsas e uma corretora a negociarem produtos de investimento vinculados à moeda virtual bitcoin.

"É a primeira vez que a comissão trata uma moeda virtual como matéria-prima", disse em nota J. Christopher Giancarlo, presidente da Comissão de Negociação de Contratos Futuros de Commodities (CFTC) - uma agência que supervisiona os mercados a prazo e os instrumentos derivativos nos Estados Unidos.

"Tivemos conversas importantes com as plataformas de intercâmbio", e elas "aceitaram aportar melhoras significativas para proteger os clientes e manter os mercados ordenados", acrescentou.

A agência - disse o organismo - "tem estatutariamente uma capacidade limitada para supervisionar o bitcoin no mercado à vista".

Criada com tecnologia chamada "blockchain", essa moeda virtual é negociada on-line e não é regulamentada, nem respaldada por nenhum país, ou entidade financeira, mas é controlada por uma vasta comunidade de internautas.

Seu valor é muito volátil. Quando surgiu, em 2009, não valia mais do que alguns centavos. No começo de 2017, era cotada a US$ 1 mil, mas nesta semana superou os US$ 10 mil.

A Bolsa Mercantil de Chicago anunciou, nesta sexta-feira, que a partir do dia 18 vai negociar contratos de bitcoin a prazo.

Também baseado em Chicago, o mercado de ações CBOE espera anunciar "em breve" a data de lançamento de seus próprios contratos a prazo.

A corretora Cantor Fitzgerald também recebeu sinal verde para negociar produtos financeiros vinculados ao bitcoin. A Cantor pretende começar no ano que vem.

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