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OMC: EUA rejeitam pedido da China de ser considerada economia de mercado

Washington, 1 dez 2017 (AFP) - O governo Donald Trump confirmou ter recusado o pedido da China para ser considerada uma economia de mercado na Organização Mundial de Comércio (OMC).

No documento legal de 41 páginas apresentado à OMC, o representante comercial americano (USTR, em inglês), Robert Lightizer, defendeu seu direito a considerar a China como uma economia "não de mercado", ou seja, guiada pelo Estado, enquanto decide como vai lidar com a enxurrada de importações baratas do gigante industrial e, ao mesmo tempo, proteger a indústria doméstica.

União Europeia e Japão, entre outros, também rejeitaram a solicitação chinesa junto à OMC. O reconhecimento era esperado para um ano atrás, quando a China completou 15 anos no grupo.

A posição dos Estados Unidos foi apresentada com apoio da UE em uma disputa da OMC com a China sobre esse tema.

Pequim afirmou que essa análise é uma "séria distorção da situação atual da China".

"A China pede aos Estados Unidos para cumprirem com sinceridade suas obrigações internacionais e tomar ações práticas para corrigir seus erros", afirmou o Ministério chinês do Comércio, antes de alertar que "a China vai tomar as medidas necessárias para salvaguardar os direitos legítimos" na OMC.

A posição do governo de Trump mantém a postura da gestão Obama, segundo a qual a economia dirigida pelo Estado não fez as reformas necessárias para operar nos princípios de mercado.

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