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Procuradoria venezuelana abre investigação contra ex-presidente da Pdvsa

Caracas, 12 dez 2017 (AFP) - A Procuradoria venezuelana anunciou nesta terça-feira(12) a abertura de uma investigação penal por suposta corrupção contra o ex-presidente da petroleira estatal Pdvsa Rafael Ramírez, que há uma semana renunciou como embaixador na ONU e cujo paradeiro no exterior é desconhecido.

O procurador Tarek William Saab anunciou a investigação em um pronunciamento transmitido pela televisão estatal.

De acordo com Saab, o primo de Ramírez, Diego Salazar, preso em 1º de dezembro por desvio e lavagem de fundos públicos, "o incrimina como seu parceiro direto em operações de intermediação de compra e venda de petróleo".

Ramírez, um engenheiro de 54 anos, renunciou na semana passada como embaixador nas Nações Unidas a pedido do presidente Nicolás Maduro.

Ele enfrenta há anos acusações de seus inimigos políticos de que liderava uma ampla rede de corrupção na Pdvsa, que presidiu entre 2004 e 2014.

No entanto, há três meses o cerco contra ele começou a se fechar, quando Saab revelou múltiplas tramas de corrupção na Pdvsa pelas quais foram detidos vários de seus homens de confiança.

Saab indicou que, como parte de sua ofensiva anticorrupção, 67 gerentes da Pdvsa foram presos, 18 deles executivos de alto escalão, incluindo Eulogio Del Pino e Nelson Martínez, ex-ministros do Petróleo e ex-presidentes da Pdvsa, herdeiros de Ramírez.

Em entrevistas concedidas a alguns meios de comunicação no exterior, Ramírez afirmou ser uma vítima de perseguição política por suas críticas à gestão econômica de Maduro e nega categoricamente a participação em atos de corrupção.

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