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Fed: alta de juros e última coletiva de imprensa de Janet Yellen

Washington, 13 dez 2017 (AFP) - O Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) elevou nesta quarta-feira (13) as taxas de juros em 0,25 ponto percentual pela terceira vez neste ano e sua previsão de crescimento econômico para os Estados Unidos em 2018.

O Produto Interno Bruto (PIB) americano aumentaria 2,5% em 2018 - 0,4 ponto a mais que o previsto em setembro segundo novas projeções do Comitê de Política Monetária (FOMC).

A taxa de desemprego do país ficaria em 3,9% no ano que vem - ante 4,1% previstos antes.

O FOMC indicou, em um comunicado, que as taxas seriam elevadas para uma faixa de 1,25 a 1,50%, como era esperado pelo mercado.

"O Comitê continua esperando que, com os ajustes progressivos de sua política monetária, a atividade econômica e as condições do mercado de trabalho continuem sólidas", comentou o Fed em um comunicado após a reunião de dois dias.

O banco central destacou também que os furacões que devastaram Texas, Louisiana e Flórida em agosto e setembro não alteraram as perspectivas gerais da economia.

Muito favorável às empresas e atualmente em discussão no Congresso, a reforma tributária de Donald Trump poderia estimular, a curto prazo, o crescimento de uma economia que está perto do pleno emprego. Nos próximos dez anos, contudo, reduziria a receita do Estado federal em 1,5 trilhão de dólares. A expansão da maior economia mundial se acelera há dois trimestres, superando 3%.

O Fed não mexeu na sua previsão de inflação para 2018, a 1,9%, mas revisou levemente para cima a de 2017, a 1,7% (+0,1 ponto) - sempre abaixo da meta de 2% estabelecida pela instituição.

"Os riscos a curto prazo para as perspectivas econômicas parecem equilibrados em termos gerais, mas o Comitê vigia de perto a evolução da inflação", insistiu o Fed nesta quarta-feira.

A mais longo prazo, o Fed acredita que a inflação vai se acelerar em 2019 e 2020 a 2%.

- Sem preocupação -A forte valorização da bolsa de valores, que tem registrado recorde atrás de recorde, não representa, por enquanto, um "sinal vermelho" para a estabilidade financeira, avaliou nesta quarta Janet Yellen, presidente do Fed.

"As valorizações são altas, mas isso não significa que estejam sobreavaliadas", indicou Yellen em coletiva de imprensa após os anúncios do Fed. "Quando olhamos os indicadores de risco à estabilidade financeira, nada indica o (sinal) vermelho, nem mesmo o laranja", acrescentou.

Acerca do bitcoin, a presidente do Fed considera que a criptomoneda não constitui, por ora, uma ameaça aos mercados, na medida que não tem um papel central atualmente.

"Eu queria simplesmente dizer que o bitcoin representa, por ora, um papel menor no sistema de pagamentos. Não é uma fonte de valor de refúgio estável e não constitui uma moeda oficial", declarou Yelle.

A presidente vai presidir uma reunião monetária em janeiro e deixará o cargo no começo de fevereiro. Yellen será substituída por Jerome Powell, governador do Fed há cinco anos.

- Novas altas em 2018 -Para 2018, a projeção média dos membros do FOMC contempla três novos aumentos das taxas, mas alguns economistas acham que serão quatro.

No caso de Jim O'Sullivan, da High Frequency Economics, que estima que o banco central "vai indicar sua intenção de não reduzir a pressão diante de um mercado de trabalho sempre mais estreito".

A criação de empregos se manteve vigorosa no mês passado, e as empresas mostram cada vez mais dificuldades para encontrar trabalhadores qualificados. A 4,1%, a taxa de desemprego é a mais baixa dos últimos 17 anos. Neste contexto, o Fed espera uma alta dos salários e dos preços que está demorando a se concretizar.

O Fed, cuja dupla função é promover preços estáveis e favorecer o emprego, tem uma meta de inflação de 2%, um nível considerado bom para a economia americana.

Em sua última apresentação no Congresso há duas semanas, a presidente do Fed, Janet Yellen, repetiu que a inflação era apenas temporária e que um aperto da política monetária seria prudente e necessário para um possível reaquecimento.

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