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Apagão atinge setores de Caracas e do norte da Venezuela

18/12/2017 22h34

Caracas, 19 dez 2017 (AFP) - Grandes regiões de Caracas e do norte da Venezuela ficaram sem luz por até cinco horas nesta segunda-feira por uma falha elétrica que afetou serviços importantes, como o metrô da capital, segundo autoridades.

O corte de energia aconteceu por volta de 12H00 locais (14H00 de Brasília) e privou de luz várias zonas de Caracas e dos estados costeiros de Miranda e Vargas, segundo a estatal Corpoelec.

De acordo com o ministro de Energia Elétrica, Luis Motta Domínguez, a falha se deve à soltura de um cabo de alta tensão na subestação Santa Teresa, no setor de Los Valles del Tuy (Miranda).

"Um cabo de três a cinco metros de comprimento que se conecta com a subestação de Tacoa se desprendeu, deixando sem eletricidade partes de Caracas e outras áreas do estado de Miranda e Vargas", disse o ministro à emissora pública VTV.

Devido ao apagão, duas linhas do metrô de Caracas e os serviços de teleférico para zonas montanhosas foram suspensos por quase quatro horas.

"Já recuperamos toda a carga elétrica na Grande Caracas e os serviços de metrô e de trem", garantiu o ministro em um segundo comunicado.

Centenas de pessoas tiveram que abandonar estações de metrô e ir andando ou pegar ônibus - um serviço complicado devido à escassez de peças.

"Vim andando, vou até o município de Libertador (centro da capital) e espero conseguir transporte mais à frente. Há muita gente andando desesperada nas ruas, é terrível", declarou à AFP Doris Madriz, funcionária de uma empresa de recursos humanos.

Os cortes intempestivos de luz são cotidianos em várias regiões da Venezuela. O governo os atribui a "sabotagens da direita" para criar mal-estar, mas a oposição afirma que eles decorrem da deterioração da infraestrutura pela corrupção.

"Além de não haver comida e de não ter nada, também há negligência. Se não fazem manutenção, não investem no tema da luz, falhas como essas acontecem", queixou-se David Noyola, gerente de um restaurante.

Muitos comércios da capital precisaram fechar as portas.

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