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Mercosul delibera aberto ao mundo, à espera de acordo com UE

Brasília, 20 dez 2017 (AFP) - O Mercosul deu início, nesta quarta-feira (20), em Brasília, a uma reunião de dois dias que vai culminar em uma cúpula marcada pela busca por um acordo comercial com a União Europeia - uma alternativa ao protecionismo dos Estados Unidos.

Os ministros de Exteriores de Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai discutiram, durante o dia, a agenda do Mercosul. Eles também prepararam os pronunciamentos que os presidentes do bloco vão assinar na quinta-feira (21).

A confluência ideológica entre os governos liberais em quase todos os sócios - exceto o Uruguai - facilitou o trabalho de tentar relançar o Mercosul.

Após mais de uma década de governos de esquerda na região, agora existe um consenso "sobre até onde o Mercosul tem que ir", afirmou o chanceler paraguaio Eladio Loizaga.

"Durante esse nosso período demos continuidade ao processo de revitalização do Mercosul, no sentido da recuperação de sua vocação originária" em matéria comercial e de direitos humanos, afirmou o chanceler brasileiro Aloysio Nunes, que na sexta-feira vai passar a presidência semestral do bloco ao Paraguai.

Em matéria comercial, Nunes disse que durante 2017 o Mercosul eliminou 80% de cerca de 80 barreiras ao comércio identificadas entre os sócios.

O grupo busca acordos com Cingapura, Coreia do Sul e Canadá, afirmou.

O Mercosul também se voltou para a Aliança do Pacífico, formado por Chile, Colômbia, México e Peru, para estimular o comércio.

- Difícil reta final com a UE -Mas o bloco sul-americano fecha o ano sem alcançar seu maior objetivo, perseguido, entre idas e vindas, desde 1999: um acordo com a UE, que criaria um dos maiores espaços de livre-comércio do mundo.

O Mercosul esperava anunciar, na semana passada, um "acordo político" sobre as negociações, mas Bruxelas pediu mais tempo para avaliar uma oferta apresentada pelo bloco de países latinos.

"Não houve frustração" em Buenos Aires, disse Nunes sobre as negociações, que atualmente estão nas mãos de técnicos em Bruxelas, que esperam que sejam concluídas no mês que vem.

"É normal numa negociação como essa haver um período de reflexão, que foi oferecido agora à União Europeia depois que na oferta de bens chegamos a 90% de cobertura", acrescentou.

"Agora estamos esperando a resposta da União Europeia em temas que são de interesse mais específico dos países do Mercosul", completou.

Estão pendentes assuntos-chave, como o comércio de carne bovina e etanol, dois temas que encontram resistência na França e na Irlanda, e também ganharam a oposição radical de sindicatos europeus.

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