ipca
-0,09 Ago.2018
selic
6,5 1.Ago.2018
Topo

Japão registra taxa de desemprego mais baixa desde 1993

26/12/2017 13h41

Tóquio, 26 dez 2017 (AFP) - O Japão registrou, no mês passado, sua taxa de desemprego mais baixa desde novembro de 1993, segundo dados publicados nesta terça-feira. Esse é mais um indício de que a terceira maior economia do mundo está no rumo da recuperação, embora esse processo seja lento.

Os dados do governo mostram que o desemprego está em 2,7%. Além disso, o país registra sete trimestres seguidos de expansão econômica, a sequência mais longa em 16 anos, estimulada pelos Jogos Olímpicos 2020.

"Espera-se que a economia japonesa continue a se expandir na primeira metade do ano que vem", explicou à AFP Masaki Kuwahara, economista da Nomura Securities.

A confiança da indústria da transformação no Japão também alcançou seu auge em 11 anos, de acordo com uma importante pesquisa publicada em dezembro pelo Banco Central.

Contudo, o gasto dos consumidores ainda está lento e a deflação é um fantasma que ronda a economia.

Apesar de uma política monetária expansiva aplicada há anos, o Japão não conseguiu interromper definitivamente a deflação.

- 'Ofensiva trabalhista do governo' -Nesta terça-feira, o índice dos preços ao consumidor registrou alta pelo 11º mês seguido, em novembro, mas a inflação continua longe do objetivo de 2%, estabelecido pelo Banco Central do Japão, que considera este um indicador crucial para reativar a economia.

A taxa de inflação subjacente foi de 0,9% interanual em novembro, segundo dados publicados pelo Ministério de Assuntos Interiores, ainda distante da meta traçada pelo organismo emissor.

A previsão dos analistas apontava para uma alta de 0,8%, segundo dados da agência Bloomberg.

Em novembro, o gasto das famílias - considerado outro fator-chave para o processo de deflação - se expandiu 1,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. A taxa foi bem superior à esperada pelo mercado, uma alta de 0,5%.

Em outubro, este indicador ficou estável, após registrar uma queda de 0,3% em setembro e uma alta de 0,6% em agosto.

A força do gasto das famílias em novembro "pode ser uma reação aos dados fracos registrados em outubro", opinou Kuwahara.

"Mas, como mostram a baixa taxa de desemprego e o crescente número de empregos, as condições do mercado de trabalho são favoráveis e as receitas dos lares estão aumentado gradualmente", disse ele.

Contudo, o especialista alertou que uma inflação mais forte sem uma alta dos salários que a sustente prejudica "a demanda doméstica, o que tem um impacto negativo para a economia".

O primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, autor de uma política de reativação, pediu às grandes empresas japonesas que aumentem os salários nas negociações anuais, medida conhecida como "ofensiva trabalhista do governo".

Mais Economia